Grupo Café com Filosofia – Phipsi

Início » Artigos / Estudos » Aspectos de Problemas Educacionais

Aspectos de Problemas Educacionais

A partir do advento da Revolução Industrial, inicia-se a consolidação do modelo capitalista baseado no sistema de fabrica e no trabalho assalariado. Introduziram-se, assim, novas formas dos homens relacionarem entre si e com o mundo trazendo, de um lado, uma série de inovações tecnológicas e, de outro, efeitos negativos, como a exploração do trabalho.

Instala-se a partir desse contexto, o sistema capitalista que mantém o ímpeto da exploração do trabalho e dos recursos naturais. Esses fatos desencadeiam uma série de problemas econômicos e sociais, que se acirram no decorrer do século XX e passam a ser discutidos pela comunidade internacional, governos e empresários que também estabelecem debates sobre o modelo de sistema capitalista.

Em decorrência, vivemos em um estado de crise de um modelo de civilização, que não refletiu sobre o modo de produção erigido desde a Revolução Industrial e, neste sentido, o sistema sócio cultural bem como o educacional encontram-se afetado em seu conjunto pela crise generalizada do mundo atual, que, uma situação-limite, coloca a necessidade de refletirmos sobre os modelos atuais, buscando alternativas que possam proporcionar condições de substituir as cruéis estruturas do sistema vigente.

Em específico, no âmbito da escola, está crise continua e prolongada tem levado as reformas recorrentes que, a juízo da sociedade, dos responsáveis políticos, dos agentes educativos e dos próprios usuários do sistema, não têm conseguido alcançar os objetivos para a melhoria qualitativa da educação.

A insatisfação com a escola parece ser a característica comum de todas as diversas reformas produzidas e implementadas. A vertiginosa rapidez das transformações sociais da época contemporânea, derivadas de mudança econômicas, tecnológicas e produtivas, situa-nos, assim, ante um horizonte desejoso de freqüentes readaptações e atualizações educacionais e sociais.

Em outros termos, entendemos a educação não somente como resposta aos desafios atuais, mas também na perspectiva de uma educação crítica e transformadora, capaz de incentivar o desenvolvimento de valores e atitudes que conduzam os sujeitos da educação a se inserir em processos democráticos de transformação das modalidades de uso dos recursos naturais e sociais.

Surge, assim, a necessidade da realização de processo de formação continuada de professores, para que se reflita posteriormente nas ações implementadas no cotidiano da escola, formando-se assim professores críticos – reflexivo. Uma vez que é possível verificar que muitas vezes as propostas e projetos para a escola não contam com a participação dos professores em sua elaboração, e, no entanto, cobra-se deles a aplicação de práticas que nem sempre respondem às necessidades por eles sentidas no cotidiano.

Pensar na formação de professores no mundo pós-moderno é negar o modelo de “racionalidade técnica” a partir de um outro olhar sobre o seu papel social, é o olhar a sua ação cotidiana de forma crítica e reflexiva, extraindo dela subsídios para re-organizar e redirecionar o seu trabalho de forma inovadora, aberta, dinâmica e participativa, a fim de efetivar uma prática pedagógica consciente e responsável que transforme a si próprio e aos alunos que estão à sua mercê, através da transformação da sua “prática” que é a reflexão do ato. A fim de representar o contraste entre a prática e a práxis. Sobre esse aspecto VÁZQUEZ apud ALONSO (1999:21) para afirmar que a prática atende apenas as necessidades imediatas dentro:

… de seu mundo as coisas não apenas são e existente em si, como também são e existem principalmente por sua significação prática, na medida em que satisfazem necessidades imediatas de sua vida cotidiana (…) o mundo prático – para a consciência comum – é um mundo de coisas e significação em si.

Nesse contexto, percebe-se que a prática utilitária imediatista atende aos interesses da classe dominante, na medida em que o professor aplica a sua ação sistematizada numa visão fragmentada, tecnicista e utilitarista que atende a um sistema autoritarista alheio à realidade dos agentes envolvidos no processo ensino-aprendizagem. Essa prática pedagógica representa o simples agir e fazer a ação docente, representada pela reprodução de “uma receita de bolo”. Quanto à prática como “práxis” VÁZQUEZ apud ALONSO (1999:21) caracteriza-a como:… a atividade humana transformadora da realidade natural e humana (…) na relação dialética entre o homem e a natureza, no qual o homem ao transformar a natureza, no qual o homem ao transformar a natureza com seu trabalho transforma a si mesmo.

Daí a importância do componente “reflexivo” da educação, muito mais importante que o componente conteudista e um professor como mero transmissor do conhecimento.

Busca-se, portanto, a formação do professor crítico e reflexivo, privilegiando a reflexão coletiva e a troca de experiências que venham contribuir para a formação de vivências automatizadas.

A escola assentada nos moldes de uma organização burocrática impede o envolvimento do corpo docente com a proposta dessa escola, separando-se por uma linha invisível, mas instransponível, a concepção da execução. Assim, os professores – atores responsáveis pela execução da ação educativa são privados de escolherem e decidirem sobre os conteúdos a serem ministrados, bem como a sua forma de agir, tendo sua ação restrita à mera aplicação de uma prática que obedece rigorosamente a normas e precisos que atendem a uma hierarquização de poder.

Na sociedade atual, a escola não cabe nesses moldes, e quando visualizada, o futuro exige uma escola como lugar de formação e de aperfeiçoamento de seus profissionais, em uma troca dialógica sobre a construção dos conhecimentos propagados na instituição, sobre seus planejamentos e sobre os problemas do seu cotidiano.

Considerando que na formação continuada à própria prática pedagógica do professor é o ponto de partida e o ponto de chegada, localiza-se ai a importância de se dialogar direta e criticamente com os professores e seu trabalho pedagógico. A escola, como parte desse processo tem um papel decisivo e diferenciado, muito mais substantivo do que aquele que vem tendo. Ela precisa mais que se curvar ao mundo do consumo, procurar desenvolver processos de formação que possam gerar, senão recriar, indivíduos críticos.

Deve-se resgatar à necessidade de refletirmos sobre o caráter crítico da educação em sua dimensão. Entretanto esta se dá como resposta aos desafios atuais, no âmbito da educação conservacionista ou pontual, ligada a uma visão tradicional de transmissão de conteúdos.

Levando em conta a visão do professor com relação à importância do seu compromisso político enquanto educador e do seu papel crítico como agente de transformação social. Para tanto, os docentes consideram necessário que seja incentivado um trabalho coletivo, desencadeando reflexões e ações de um processo contínuo de formação crítica. Não basta propor maior participação nas mudanças, esta participação tem que ser praticada e refletida. A participação traz como conseqüência a responsabilidade pelos próprios atos, tornando a ação docente uma ação consciente e compromissada com as mudanças.

 Para tanto a escola deve desenvolver processos de formação que possam gerar, senão recriar, indivíduos críticos.

A inserção da educação junto a educador e educando e tendo a escola a função da formação do individuo, auxiliará na construção de um conhecimento crítico, a partir de uma visão ampla da realidade em que se vive. Por isso, é imprescindível a criação de espaços de diálogos e discussões na escola, dada a importância da construção do conhecimento e formação de cidadãos que ali se encontram.

Refletindo sobre o caminho percorrido pelo professor, sua formação e prática enquanto ações de uma prática social, comprometida com a realidade dos alunos e com seu papel de agente social e político, além de apontar as práticas necessárias emergentes no novo contexto social que devem nortear a formação inicial e/ou continuada. Ressaltando a necessidade do professor não acompanhar as mudanças durante os processos, mais além dos mesmos, assim, estando a frente dos tempos e saberes, talvez possa oferecer o que há de melhor aos seus alunos, logo, para a sociedade.

Nesse sentido a formação do professor é um campo de investigação em evidente expansão, mas que nem por isso apresenta uma literatura vasta e acessível no nosso contexto educacional. Diverso autor aponta que uma compreensão mais abrangentes sobre essa formação- inicial e continuada favorecerá as transformações necessárias às ações dos professores, visto que estas surgem como formas eficazes no processo ensino-aprendizagem.

Nesse contexto, a necessidade de promoverem-se transformações nas ações desses profissionais da educação, dá-se ao fato de que para acompanhar as transformações ocorridas na sociedade, a escola precisa mudar. E para mudar a escola, devemos transformar o ensino, a educação trabalhada e construída pelos professores no cotidiano da sala de aula.

Diante das profundas transformações pela qual passa a sociedade brasileira, nos seus diversos aspectos, agrava-se a crise no sistema educacional, haja vista que a transição da sociedade configura uma nova ação profissional do professor. Esse processo de qualificação profissional aos poucos transforma a sala de aula e imprime suas marcas nas políticas de formação de professores, uma vez que acaba por exigir uma formação continuada, reflexiva e crítica, permitindo assim, uma constante reflexão sobre suas ações e proporcionando uma auto-avaliação sobre as ações inerentes a sua prática educativa: uma avaliação que promovas a criticidade dos alunos, a mobilização entre o saber, o saber fazer, as competências e as habilidades, as mobilizações das situações concretas que configurem as experiências teóricas às práticas, entre outras.

Com isto torna-se necessário uma mudança de atitude no fazer pedagógico, em que pensar na formação do educador, seja pensar em uma ação interacionista, reflexiva, autônoma, competente, ética, política, humana, crítica e emancipa tória.

 Pensar na transformação da escola e na formação desse novo homem, remete-nos pensar sobre os professores dessa escola e sobre a formação desses professores, visto que diante de tantas exigências, os seus desafios são enormes. Aos professores que atuam nas escolas, não foi ensinado a pensar sobre sua formação, sobre o que atende a educação que homem produz para a sociedade. Não lhe foi ensinado como mudar, como transformar suas crenças cristalizadas a parti de uma formação inicial fraca, ultrapassada e deficitária. Sobre esse aspecto ALONSO (1999:10-11) ressalta que:

O maior problema talvez seja a sua visão um tanto idealista, ou mesmo ingênua do trabalho educativo, uma idéia que tem pouco a ver com a realidade de nossos dias e com isso s dificuldades próprias da situação de ensino, que nos dias atuais se tornaram muito maiores.

Na sociedade pós-moderna pensar sobre a escola, é pensar inicialmente sobre a sua função de sociabilizar os alunos, de prepará-los para o trabalho e de formá-los cidadãos. É pensar sobre essa educação como fator de reprodução e manutenção das desigualdades sociais ou de transformação das mesmas em outras possibilidades. Possibilidades essas que só existirão a partir da construção de habilidades e conhecimentos aos alunos provenientes das classes desfavorecidas, haja vista para que esses alunos sejam inseridos no mercado de trabalho de forma efetiva, formando-se cidadãos, deverão estar aptos para compreender as engrenagens da dinâmica da sociedade e conseguir através das habilidades e competências desenvolver mecanismos de participação nesta sociedade.

Nesse cenário de mudanças, os sistemas de ensino procuram adaptar-se às novas exigências, promovendo mudanças que vão desde alterações estruturais, execução de métodos diferentes até reformas na grade curricular que são alheios à realidade da escola, dos alunos, do trabalho docente, bem como de toda comunidade escolar envolvida no processo ensino-aprendizagem. Porém, todas essas mudanças não garantem as transformações necessárias, visto que, foge da realidade na qual esta contextualizada essa escola, à medida que suas propostas de reforma não apresentam a coerência necessária para a transformar as idéias em ações concretas baseadas em condições de liderança. As incoerências das reformas podem ser percebidas, segundo ZEICHNER (1993:17) à medida que apesar:

…das recentes reformas levadas a cabo sob a bandeira da emancipação dos professores, muitas das investigações feitas no campo da educação permanecem uma atividade conduzida pelos que estão fora da sala de aula para os que estão dentro. Quando levados em conta, os professores são vistos como simples consumidores destas investigações.

Nesse contexto, ZEICHNER (1993) apresenta a importância dos cursos de formação de professores em preparar professores que assuma uma atitude reflexiva em relação ao seu ensino e as condições sociais que o influenciam. A partir de uma formação que implique em ações reflexivas, os professores rejeitam as abordagens verticais das reformas educativas, através de estratégias para enfrentar a complexidade, as incertezas e os desafios, existentes na escola e na sociedade.

Para mudar a escola e transformar o ensino é necessário que haja envolvimento direto de todo o participante da comunidade escolar. As propostas devem ser consideradas a partir de novos paradigmas que transformem as idéias em ações concretas, e ações em projetos sociais significativos, que abandone o simples ativismo eficaz, da pátria pela pátria.

Deve-se refletir sobre o saber cognitivo propagado na escola que atende a uma educação sempre atrelada a modelos organizacionais ultrapassados e inadequados à construção de conhecimentos mais abrangentes por atender uma perspectiva política, histórica e social necessária à hegemonia da sociedade capitalista.

É necessário ressaltar que os problemas Crônicos existentes na educação brasileira não se resolverão apenas com a função qualificada do professor. Desse modo, pensar numa reflexão sobre as novas necessidades da sociedade capitalista a qual fazemos parte, das possíveis “novas” arma de seleção e exclusão.

Para efetuar uma verdadeira transformação no cenário educacional, devemos ir além da interpretação de uma Lei, devemos buscar o que não está escrito em seus artigos. Devemos transformar o ensino, lutar para mudar a escola – promovendo alterações estruturais e reformas curriculares coerentes. Mas, antes de tudo, devemos fortalecer a profissão do professor tão desgastada pelas lutas diárias.

Neste contexto, torna-se necessário um novo olhar às necessidades da sociedade que não atendem mais ao modelo educacional obedecido e propagado na formação inicial dos professores. Formar- se um professor crítico, agente ativo, cuja auto-análise reflexiva leva à ação, é tornar-se agente responsável como investigador ativo na re-leitura do mundo e da sala de aula, a partir de uma pesquisa-ação que favoreça um pensar sobre o próprio pensar, sobre a própria formação e sobre a própria auto-produção. Ou seja, é assumir uma atitude reflexiva nas suas práticas pedagógicas que oportunize liberdade aos procedimentos rígidos como fonte de estratégias que sejam compatíveis com cada dificuldade encontrada e que favoreçam oportunidades para o desenvolvimento de uma ação democrática.

O professor precisa resgatar a sua identidade que foi perdida nesse “Caminho das Pedras”. Precisa resgatar a sua ética, o seu compromisso social e a sua responsabilidade com o aprender e com o ensinar. Precisa abandonar o “pacto de mediocridade” adquirido com a sociedade, à medida que assumiu que o insucesso, que a problemática educacional, tinha como principio, meio e fim, as suas práticas.

Se formar em professor, é fácil. Difícil, construir uma formação de professores capacitados e comprometidos que se dediquem e confiem nos resultados dos trabalhos pedagógicos. Que vislumbrem perspectivas de crescimento profissional e dêem continuidade no seu processo de formação, haja vista que os desafios da sociedade globalizada e capitalista – os desafios presentes e as novas exigências precisam de profissionais cada vez mais qualificados e atualizados. Nesse contexto, tornar – se – a necessário manter uma rede de ensino que proporcione um aperfeiçoamento constante ao seu quadro de profissionais da educação, além de salários dignos e um bom plano de carreira.

É imprescindível que o professor esteja constantemente atualizado, apesar de que, hoje, essa profissão esteja aquém do desejo desses profissionais, pois o mundo capitalista está levando não só a eles, como também aos profissionais de outras disciplinas, a trabalharem em diversas instituições privadas ou públicas para melhorar seus rendimentos mensais.

Assim a preocupação por qualificar-se está sendo relegada para depois, fato que contribui grandemente para tornar a educação uma simples reprodução dos conteúdos estabelecidos, bem como transformar as escolas em espaços pouco atrativos.

Portanto compreender o contexto escolar que a sociedade globalizada exige é compreender que há necessidade de um conhecimento diferente à medida que outras dimensões são consideradas. Nesse contexto, o saber escolar, representa um conhecimento ultrapassado visto que é o tipo de conhecimento que o professor supõe possuir e transmitir aos alunos. É o conhecimento fragmentado e dito como verdadeiro e exato, que é preferido ao conhecimento empírico, cotidiano e experimental.

Enquanto a escola fragmentar os conhecimentos a serem ministrados pelos professores de forma mecânica e artificial, o sistema educativo mostra-se inoperante e descomprometido com a realidade; os alunos tornam-se seres alienados, os pais acusam os professores e exigem soluções que fogem da alçada dos mesmos; e os professores acabam por aceitar as responsabilidades e cobranças que comprometem sua atuação na sala de aula, na medida em que aceitam serem instalados sentimentos de culpa, de insatisfação, de desconforto e de incapacidade, que atrelados à baixa remuneração e sua desvalorização social da profissão acabam por fazê-los perder o pouco que resta de dignidade e identidade profissional.

A formação dos professores deve está sempre em busca de outros valores, e, portanto necessita formar homens para uma nova sociedade, com valores que transcendam os valores de homem, democracia, educação, justiça, igualdade já conhecidos e propagados historicamente. E para isso, o professor precisa humanizar-se, ir ao encontro do aluno e do conhecimento que é significativo para a sua realidade, desenvolvendo-lhes habilidade e competências que as ajudem na prática do saber-fazer.

O professor deve receber uma formação de forma conscientes de suas possibilidades e limitações, uma vez que não pode se perder de vista que, o sistema educacional atual, possui um currículo que tem uma prática socialmente construída e politicamente determinada, com reformas e ações precárias e limitadas na medida em que aumenta a carga de trabalho dos professores, que não favorece uma remuneração digna, que controla suas práticas de ensino, que valoriza suas ações instrumentais e métodos que devem ser seguidos sem atender a realidade de seus alunos, que promove uma avaliação que desvaloriza o contexto e as experiências de seus alunos, negando a arte e a dinâmica do ato educativo, entre outros.

O professor deve refletir sobre suas práticas educacionais e que apesar de sua formação não detêm todo o saber e com isso deve estar em constante formação, capacitando-se e inovando seus conhecimentos.

Ele deve construir propostas integradas de ensino – aprendizagem em que a Didática funcione como fonte articuladora e mediadora da construção do conhecimento em uma perspectiva integralizadora, e deve ter como ponto de partida a transdisciplinaridade.

 Para que possamos alcançar com êxito um resulto eficaz é necessário que no decorrer das atividades e durante todo o processo de estudo individual ou mesmo em grupo exista espaço para que o conhecimento próprio do aluno seja colocado em jogo: os erros cometidos não podem ser punidos, ao invés disso o aluno deve ser incentivado a falar, manifestando assim toda a sua bagagem de conhecimento, suas iniciativas devem ser sempre valorizadas e suas dificuldades dever ser acompanhadas de perto, com isto o aluno se sentirá mais seguro e capaz, além do que ele poderá perceber que pode contar com um aliado fiel e continuo que é seu professor.

A principal tarefa de educação e, consequentemente da escola ao construir, reconstruir, ampliar e socializar o conhecimento, é a de formar cidadãos. Tal propósito nos reporta à contribuição que realiza no sentido de levar as pessoas à uma atuação crítica e criativa no contexto social de que fazem parte, exercendo seus direitos e, no mesmo nível procurando ser de verdade, pessoas mais felizes.

Desta forma, a educação como proposta nacional, embasada na educação para todos, propiciando para todas as crianças as mesmas oportunidades, tornando a diversidade um campo privilegiado da experiência educativa. É na escola que o educando passa a conviver num espaço de socialização, vivendo novas experiências. Assim ao relatar a função da escola regular, cabe partimos do pressuposto que toda criança amplia seus conhecimentos prévios adquiridos em sua experiência pessoal, social e cultural e neste sentido que a escola regular opera estimulando-a a prosseguir no conhecimento. Na escola seja o professor como o aluno possui objetivos que necessitam ser alcançados. Sabemos que durante um ano letivo esses objetivos para que sejam alcançados necessitam diversos recursos e metodologias de ensino e recursos didáticos – pedagógicos. É na escola que os educandos desenvolvem sua criatividade, observam e acima de tudo reconhecer do outro em todas as suas esferas. Não cabe à escola uma ação educativa que reproduza os valores econômicos e sociais dominantes. É função social de a escola preparar os alunos para que, na convivência com tais valores, possa percebê-los, refletir e redimensioná-los às suas reais proporções e repercussões. Assim, na relação cotidiana do espaço escolar que o aluno poderá perceber tomar consciência a respeito de si mesmo, das amizades, da necessidade de disciplinas. Enfim, é no convívio diário da escola que o aluno poderá gradativamente conhecer a si mesmo, o outro e construir sua auto-imagem e identidade do sujeito.

 Bibliografia

ALONSO Aristides Ledesma, Currículo do Sistema de Currículos Lattes… Centro de Letras e Artes, UF SM – Santa Maria – RS, (1.999:10-11).

KINCHELOE. Joe L. A formação do Professor como Compromisso Político: Mapeando os Pós – Moderno; trad. Nize Maria Campos Pellanda. Porto Alegre: Artes Médicas, 1.997.

LDB Nº 9.394/96.

PATTO Maria Helena Souza, Currículo do Sistema de Currículos Lattes – PATTO, M.H.S. Deficiência, Vida e Arte, (1.996: 98).

VÁZQUEZ apud ALONSO, Formação de Professores – Caminhos e Descaminhos da Prática Docente, (1.999: 21).

ZEICHNER, K. A Formação Reflexiva do Professor: Idéias e Práticas. Trad. Maria Nóvoa: Educa, 1.993.

__________
Texto: Flabiana Kyriakis
Formada em Pedagogia USP / Especialista em Educação Inclusiva FAPI

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Artigos por Mês

%d blogueiros gostam disto: