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Liberdade

A liberdade humana

Muitos são os conceitos aplicados ao termo liberdade, mas, nem sempre, esses nos apontam para o verdadeiro sentido dela, pois algumas definições são equivocadas e outras erradas.

Antes de mais nada, para falarmos em liberdade, precisamos saber que na antiguidade, este termo significava o estado do cidadão livre em relação aoescravo. Por exemplo, o ex-escravo está livre. Defendemos a liberdade em diversos sentidos e situações, como liberdade religiosa, de imprensa, de expressão, etc.

A essência da liberdade reside na liberdade interior, ou seja, é da nossa consciência que provém a vontade de agir exteriormente. Por isso, ato livre é aquele realizado com consciência e por vontade própria, não em estado inconsciente, nem por coação.

O filósofo Aristóteles, em sua obra Ética a Nicômaco, apresentacomo livre quem tem em si mesmo o princípio para agir ou não. É o agente que dá os motivos e os fins da sua ação, sem ser forçado por ninguém.

No período patrístico e medieval, a liberdade era vista de uma maneira teocêntrica. Agostinho, em o Livre Arbítrio, declarou que é Deus quem nos revela que o homem tem a livre escolha da vontade. Neste período, o homem passou a ter a noção de Bem e de Mal. Este último não existe para Agostinho. O que existe é uma privação do Bem, para a qual os próprios homens deram o nome de Mal. Para Agostinho, o homem tem a livre escolha para determinar as suas ações.

Já no período moderno, o teocentrismo deu espaço ao antropocentrismo, e o homem passou a ter consciência de sua autonomia. Dessa maneira, a liberdade não estava mais relacionada ao relacionamento com Deus, mas com os outros indivíduos.

Na contemporaneidade, a liberdade passou a ser considerada do ponto de vista social. Hoje, enfrentamos um grande problema sobre a questão da liberdade. Até que ponto somos livres na sociedade atual, em que os sistemas políticos, os meios de comunicação e a tecnologia tornaram-se meios potentes de opressão?

Na sociedade em que vivemos, a liberdade não é comprometida por forças extra-mundanas, mas por forças sociais, criadas pelo próprio homem, e que agora viram-se contra ele. O problema atual é conciliar o progresso, a tecnologia e os meios de comunicação de massa com a liberdade.

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Texto: Danilo Freire
(Graduado em Filosofia) UNIFAI 

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3 Comentários

  1. Otavio disse:

    Um bom texto introdutório!
    Acho um tanto interessante uma abordagem maior relativo às consequências de um ser livre. Outras questões como: porque temos vontade de ser livre? é uma vontade inereten a natureza humana? ou um desejo, ate certo ponto, de “autodestruição”? uma forma de atingir a insanidade? um assunto passível de uma interessantíssima discurssão.
    Neveguemos então sobre esse formigueiro!
    Abraços a todos!

  2. webcorreia disse:

    Muito bom argumento Otavio! Anotamos sua dica e em breve novas reflexões!

  3. GIZIELI PAULA STROSCHEIN disse:

    um texto muito bem elaborado. parabens.

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