Violência gera miséria

8 Outubro, 2008

Danilo de Oliveira Freire

Debater sobre a violência na sociedade contemporânea é uma tarefa muito difícil, pois a cada momento ocorrem novos casos de seqüestros, roubos, assassinatos, estupros, etc. Esse é um assunto muito presente em nossas vidas, tanto que é o terceiro artigo publicado sobre o tema aqui em nosso site, mas todos eles com focos diferentes, pois o primeiro abordou a violência mundial e nacional de um ponto de vista geral e o segundo a violência contra a mulher.

Agora este artigo, irá abordar a temática de um ponto de vista diferente dos anteriores, que você visitante irá perceber ao longo da sua leitura.

É comum as pessoas dizerem que a principal causa da violência é a miséria que castiga a população e, por isso, sempre que um leigo falar em violência, logo fará a associação à questão da miserabilidade.

Por outro lado, nós cidadãos não podemos nos prender somente à opinião dos outros, mas construir nossas opiniões e críticas sobre os temas que envolvem a vida social, para que possamos chegar a outras possíveis causas da violência, lembrando que as maiores violências partem dos poderosos que sonegam impostos, desviam dinheiro, são corruptos, etc. Mas, infelizmente, na sociedade alienada em que vivemos, é mais fácil falar das camadas mais carentes.

O objetivo deste texto está bem claro no título (violência gera miséria), pois com ele, pretendemos abordar o assunto de uma ótica[1] diferente, ou seja, em vez de miséria gera violência, violência gera miséria, tendo como pano de fundo os países da África, que são devastados pelas guerras e atingidos pela miséria e outros povos que são marcados pelas inúmeras injustiças sociais que ferem[2] a dignidade do ser humano.

A idéia de fazer uma reflexão contrária à tradicional, surgiu através da leitura da Revista Veja do dia 06 de abril de 2005, na qual o economista americano Jeffrey Sachs disse que com a ajuda dos países ricos é possível erradicar[3] a pobreza do mundo em duas décadas. Segundo ele, é necessário que os países ricos façam uma doação anual de pelo menos 150 bilhões de dólares até 2025. O primeiro passo é, se o plano der certo, ensinar os países pobres a usar as doações. Para ele, isso é mais importante do que a própria doação.

Em vista da reflexão apresentada, encerro este texto perguntando a vocês caros visitantes. Vocês acreditam que é possível erradicar a pobreza do mundo em duas décadas?


[1] A palavra ótica tem um significado prático no texto, pois quer dizer maneira de pensar um assunto ou coisa, o ponto de vista que é dado sobre uma determinada coisa ou tema.

[2] Esta palavra foi abordada no texto de uma forma que nos leva a entender que as injustiças sociais existentes no mundo maltratam o ser humano e muitas vezes impedem que ele seja tratado com dignidade.

[3] A palavra erradicar significa cortar pela raiz. Neste sentido, o economista americano quis dizer que é possível acabar com a pobreza em duas décadas.


Violência nos dias Atuais

16 Setembro, 2008

Análise da Violencia
Professor Danilo Freire

Atualmente, a população mundial vive a era do medo, que tem como protagonista o terrorismo e a violência, pois diariamente assistimos aos noticiários que abordam a guerra do Iraque, os conflitos constantes no Oriente Médio e, além disso, os confrontos entre policiais e traficantes nas favelas da Rocinha e do complexo do Alemão no Rio de Janeiro, entre outras reportagens que envolvem assuntos relacionados à violência.

Falando sobre a era do medo em nível mundial, podemos apontar o terrorismo como a sua principal causa, pois o terror pode agir a qualquer momento e em qualquer lugar, pois o terrorista percebeu que atacando uma nação ele tem um grande poder, mesmo sem possuir um arsenal e milhares de soldados prontos para o combate, como fazem os americanos na guerra do Iraque e os israelenses e palestinos no Oriente Médio. Um exemplo claro disso, são os líderes da organização terrorista Al Qaeda que desde os ataques de 11 de setembro de 2001 vem causando medo no mundo inteiro.

Abordando a questão do medo em nível nacional, podemos destacar a violência urbana como a sua principal causa, pois diariamente assistimos telejornais, lemos jornais e revistas que falam sobre os assaltos, seqüestros, estupros, assassinatos e ano passado, uma notícia que chocou o país inteiro e parte da população mundial, foi a morte do menino João Hélio, que foi arrastado pelos ladrões do carro de seus pais, isso sem falar dos confrontos diários entre policiais e traficantes nas favelas da Rocinha e do alemão.

Enfim, conclui-se que a violência e o terrorismo tem gerado a era do medo na população mundial devido à problemática do desrespeito ao ser humano e à intolerância religiosa, ideológica, política e econômica entre as nações, o que nos faz refletir sobre a crise de segurança que enfrentamos e cobrar dos nossos governantes um investimento na área social, sobretudo na educação, para que possamos criar novos valores e lutar por um mundo melhor.


Violência contra a Mulher! – Isso não

1 Setembro, 2008

Abordar este assunto parece algo muito simples, pois muitas vezes temos uma mente formatada, que pensa que a violência contra a mulher é apenas um estupro ou uma agressão física. Ela vai muito além disso, pois o próprio conceito de violência nos possibilita ter uma visão mais ampla, porque aponta como ação violenta aquela que impede uma pessoa de agir de acordo com a própria vontade ou a priva de um bem.

Neste sentido, o filósofo Aristóteles (384-322 a.C) distinguia o movimento segundo a natureza e o movimento por violência, ou seja, o homem agindo segundo a sua natureza e o homem agindo com violência . É importante lembrar, que para Aristóteles, a ação humana deve visar a felicidade (eudaimonía). Para ele, o único caminho para a felicidade é a virtude (areté). Com base na idéia aristotélica, podemos dizer que a violência é uma ação contrária à natureza humana, que é inclinada para o bem e, quando age violentamente, priva-se do bem para o qual é inclinada.

As definições citadas acima, nos permitem pensar o tema de uma ótica diferente, pois o próprio machismo pode ser caracterizado como violência contra a mulher. A própria historiografia mostra, que na antiguidade, a mulher era submissa ao homem. Na Grécia Antiga, a Filosofia, a política e os outros assuntos relacionados à polis, eram exclusivos dos homens. As mulheres ficavam encarregadas do serviço doméstico e da educação dos filhos. No livro A Antígona de Sófocles, Ismênia fala para Antígona que que as mulheres tinham que obedecer aos homens e que não podiam competir com eles. Aos poucos, essa imagem da submissão feminina foi mudando, pois hoje nós temos mulheres que trabalham fora, que cursam a universidade, mas, mesmo assim, ainda temos o problema do machismo.

No que se refere à violência física contra a mulher, a Revista Veja do dia 27 de abril de 2005, publicou uma matéria na qual abordou o crescimento deste tipo de violência na Suécia, país europeu que é um primor no que diz respeito à igualdade entre homens e mulheres no trabalho e na vida pública. De acordo com a matéria, quatro em cada dez mulheres já foram agredidas por homens em algum momento da vida.

Segundo Margareta winberg, embaixadora da Suécia no Brasil, “os suecos batem nas mulheres para deixar claro que ainda são capazes de subjugá-las , apesar de terem perdido o poder sobre elas fora de casa.”

A diretora do projeto de combate à violência contra a mulher do governo sueco, disse que algumas suportam o tratamento recebido caladas, para preservar a imagem de pessoa forte e independente que foi construída na sociedade.

No Brasil, o problema de agressão física também é muito difícil de ser discutido, pois se prestarmos atenção, os noticiários sobre casos de violência contra a mulher são muito freqüentes.

Diante do assunto que foi abordado no texto, podemos concluir que o pensamento humano evoluiu muito da antiguidade para os dias atuais no que se refere ao papel da mulher na sociedade, mas ainda podemos notar a presença de uma mentalidade um pouco machista por parte de alguns homens, mas não podemos negar que a cada ano, a mulher vem conquistando cada vez mais o seu lugar no mercado de trabalho e, muitas vezes, tendo um desempenho melhor do que o dos homens em determinadas funções.

Questionario acerca de nossa reflexão

Se a situação feminina mudou tanto, por que as suecas continuam sofrendo agressões?

Por que a violência contra a mulher brasileira em seu próprio lar é preocupante?

Por que muitos homens maduros preferem se relacionar com mulheres mais jovens?

Como você pensa a questão da emancipação da mulher na sociedade?

Na sua opinião, o que precisa ser feito para amenizar o problema da violência contra a mulher na sociedade atual?

Você acredita que se houvesse uma igualdade entre homens e mulheres no trabalho e na política aqui no Brasil, o problema da violência contra a mulher seria menor?

Escrito por Danilo Freire
Licenciado em Filosofia pela Unifai