Blaise Pascal é um filósofo que acredita que o coração é uma fonte de verdade, de certa forma distinta da racionalidade provinda do espírito geométrico. Ele defende também que não se pode criticar a religião cristã sem antes conhecer seus fundamentos. E na obra Pensamentos apresenta que nada é tão sublime como o fato do ser humano pensar.
Ele constata que a dimensão racional do ser humano é muito limitada para constatar a existência ou não de um ser divino e termina por concluir que a através da razão não poderíamos encontrar com as verdades mais profundas sobre a existência. Quanto as provas metafísicas sobre a existência divina, segundo ele, nada provam e nadam aumentam no nosso relacionamento com Deus, devemos provar Deus pela fé e não pela razão.
Então ele defende o argumento da aposta da existência de Deus. É mais razoável escolher apostar que Deus exista, pois se Deus não existir nada estará perdido, se ele existir e tivermos apostado que Ele não exista estaremos realmente perdidos. Como não podemos deixar de apostar parece razoável apostar na existência e temos tudo a ganhar. E se no final das contas Deus não existir não teremos perdido nada.
E Pascal acrescenta que se Deus não existir, ao menos, teremos vivido uma vida honesta e ética, tendo assim somente a ganhar. Portanto, acreditar na imortalidade da alma no entendimento dele leva a uma determinada postura ética que se afirma e deve ser coerente com nossa aposta na existência ou não existência de um ser transcendente.
Vários filósofos com argumentos muito plausíveis apresentaram argumentação contra a existência de Deus, todavia afirma Pascal que a existência do transcendente e do sobrenatural foge da nossa capacidade humana restando apenas crer.
Pascal afirma que a religião cristã seria a única capaz de fazer o ser humano encontrar-se consigo mesmo e encontrar-se com sua realidade paradoxal: ao mesmo tempo miserável e também cheio de possibilidades. O verdadeiro Deus seria conhecido pelo coração e não apenas pela razão. Ele, sem dúvida, jamais desejava negar a importância da racionalidade, mas afirmava que dois excessos devem ser evitados, um é negar a razão e outro é apenas acreditar nela como uma única fonte, excluindo qualquer outra fonte de conhecimento.
Escrito por webcorreia
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