21 Novembro, 2008
René Descartes nasceu na França em 1596 e morreu na Suécia em 1650. Estudou Jurisprudência e serviu o exército. Sua principal obra é o Discurso do Método publicado em 1637. É considerado por muitos o pai da Filosofia Moderna e do Racionalismo.
O Racionalismo defende o sistema da realidade como racional, ou seja é conhecido por meio da Razão. Em nosso dia-a-dia, a palavra razão aparece em diversas situações e momentos diferentes, podendo até mesmo significar aspectos diferentes. Mas razão é a capacidade Mental que o homem possui para conhecer as coisas.
Descartes acreditava que o único meio seguro, ou seja, o único caminho que podemos utilizar para se chegar ao conhecimento verdadeiro era usando nossa Razão. De certa forma isso se dá até pelo fato de que Descartes sempre buscou bases para um conhecimento seguro, ou seja, que estivesse acima de qualquer tipo de duvida racional. Foi assim que ele formulou seu pensamento do cogito. Ele propôs a duvida em cima de todas as coisas, menos em cima de nossa capacidade de pensar. Podemos pensar e duvidar de tudo, mas se estamos pensando acerca das coisas, e duvidando delas ao mesmo tempo, não podemos duvidar de que somos seres pensantes. Então se Penso, logo Existo. Descartes como Sócrates e Platão, vê relações entre o pensamento e a existência. Quanto mais evidente for determinada coisa ou objeto para o pensamento, muito mais será certo o fato de esse objeto ou coisa existir.
Platão considerava mais real, mais seguro da verdade o que podemos conhecer com nossa Razão do que aquilo que conhecemos ou percebemos com nossos sentidos. Para os racionalistas, isso é valido. Não podemos confiar em nossos sentidos, pois eles podem nos enganar. Assim os racionalistas acreditam que a única forma segura de se chegar ao conhecimento é a Razão.
Escrito por Erisvaldo Correia
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Escrito por webcorreia
15 Outubro, 2008
Dois racioanistas, de vertentes diferentes “Cogito, ergo sum”.
Descartes é um filósofo de grande importância na formação do pensamento moderno e na formação na própria ciência. Começa por duvidar de tudo, dos sentidos, que são enganadores, formulando o racionalismo. Devemos duvidar de tudo menos que estamos duvidando de tudo e por duvidar de tudo acaba por formular o princípio “Cogito, ergo sum” Porque duvido de tudo acabo por não poder duvidar de que estou duvidando e estando duvidando eu sei que estou pensando e assim formula o famoso “Penso, logo existo.”
Desenvolve todo um método dividido em 4 passos: intuição, análise, síntese e enumeração completa. Primeira regra é a evidência: só aceitar aquilo que aparecer como evidente e tão somente aquilo que é evidente. A segunda, é a regra da análise: “dividir cada uma das dificuldades em tantas parcelas quantas forem possíveis”. Na prática da nossa vida esta regra pode ser também observada ao analisar os elementos de uma determinada situação a ser resolvida. A terceira, é a regra da síntese : “concluir por ordem meus pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer para, aos poucos, ascender, como que por meio de degraus, aos mais complexos”. Sempre partindo do mais fácil para o mais difícil para poder numa ordem poder ir indo progressivamente em direção a uma realidade mais complexa. A última é a dos “desmembramentos tão complexos… a ponto de estar certo de nada ter omitido”. Ou seja, revisar todos os elementos para não restar nenhuma dúvida.
Já Blaise Pascal é um filósofo da modernidade que procurou estabeler uma defesa da existência de Deus argumentando na aposta. Não podemos provar se Deus existe mas mesmo assim devemos apostar na sua existência. Pascal diz que nada perderemos se apostar na existência de Deus, se Ele existir teremos ganho tudo; caso não exista teremos vivido bem. Pascal também é o filósofo que afirma que o coração tem razões que a própria razão desconhece, desse modo podemos afirmar a importância não apenas da racionalidade mas também da dimensão da educação na dimensão afetiva.
Portanto, se para Descartes o pensamento surge como fundamento da própria existência humana em Pascal é feita uma crítica ao pensamento cartesiano tido como “geométrico”. Pascal propõe o espírito de finura, defendendo a dimensão afetiva do ser humano. Quando olhamos a atualidade e a prática da vida podemos nos perguntar se nas nossas decisões seguimos o coração ou a razão? Ou se dois são contraditórios, sendo contraditórios eles serão ou não complementares? O coração símbolo das nossas emoções deve ser tomado em consideração ou devemos ser frios nas nossas decisões? Parece-nos oportuno integrar o coração e a razão afim de estarmos realizando a nossa vida de maneira efetiva para nos realizarmos como pessoas humanas.
Fábio Antonio Gabriel, professor de Filosofia, membro da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FILOSOFIA E PSICANALISE ABRAFP, atua no Ensino Médio. Autor de Filosofando, Noções Introdutórias pela Editora Livro Pronto
Contato: fabio.gabriel@brturbo.com.br/ fabio.gabriel@pucpr.br
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