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	<title>Grupo Café com Filosofia - Phipsi</title>
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	<description>Filosofia e Humanidades</description>
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		<title>Grupo Café com Filosofia - Phipsi</title>
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		<title>A BUSCA DE UMA EXPLICAÇÃO</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 00:59:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Texto de introdução à PARTE 1 &#8211; DA VERTIGEM PARA A LINGUAGEM (Livro &#8220;Quem Tem Ouvidos&#8221;). De muitas maneiras podemos definir o ser humano. Uma delas depreende-se de sua denominação científica: homo sapiens. Ou seja, homo de húmus, de terra fértil. &#8230; <a href="http://filosofojr.wordpress.com/2012/01/04/a-busca-de-uma-explicacao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=952&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#ff0000;"><em><strong>Texto de introdução à PARTE 1 &#8211; DA VERTIGEM PARA A LINGUAGEM (Livro &#8220;Quem Tem Ouvidos&#8221;).</strong></em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://filosofojr.files.wordpress.com/2012/01/eu-sou-eu-mesmo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-953" title="eu-sou-eu-mesmo" src="http://filosofojr.files.wordpress.com/2012/01/eu-sou-eu-mesmo.jpg?w=272&#038;h=300" alt="" width="272" height="300" /></a>De muitas maneiras podemos definir o ser humano. Uma delas depreende-se de sua denominação científica: homo sapiens. Ou seja, homo de húmus, de terra fértil. Porém, terra pensante, que sabe, que possui conhecimento. Outra seria, como fez Henri Bergson, chamá-lo de homo faber, ou seja, “húmus que fabrica”, que constrói um mundo alternativo ao encontrado por ele.<br />
E assim, sucessivamente, poderíamos defini-lo de inúmeras maneiras. Todas elas, certamente, aspectos de um mesmo todo que é o ser humano.<br />
Uma característica, no entanto, queremos destacar de início. A que faz do ser humano um eterno questionador. Desde que acordou do sono da inconsciência, ao que parece, pergunta-se: Quem sou? De onde vim? Para onde vou? Qual o sentido da vida? É a morte o fim de tudo? Pergunta e não descansa enquanto não responde, mesmo que sejam respostas fantasiosas.<br />
Pois a maioria – ou mesmo a totalidade – de nossas respostas prende-se ao terreno das crenças. Assim, perguntamos o que somos e respondemos de múltiplas maneiras: que somos resultado de uma evolução do reino animal, e nada mais; que somos seres racionais, pensantes; ou, ainda, que somos filhos de Deus, que nos fez à sua imagem e semelhança. Perguntamos qual o sentido da vida e se a morte é um fim, e respondemos igualmente de muitas e distintas maneiras: que a morte é apenas uma etapa e depois dela virá outra possibilidade (e aqui poderemos responder igualmente de muitas maneiras, conforme nossa crença místico-religiosa) ou que a morte é o fim de tudo e não há mais nada além da vida presente. A rigor qualquer das alternativas escolhidas se equivale no nível da crença, pois não temos condições de comprovar nenhuma delas, principalmente no que se refere às questões fundamentais da existência.<br />
Dissemos acima que, quem sabe, a totalidade de nossas respostas se constituem em meras crenças. Isso equivale a dizer que todas as nossas certezas são relativas. Tomemos o exemplo de nosso mundo, como nós o percebemos. É possível que ele não seja da forma como nós acreditamos que ele é. Pode suceder, como já aventou René Descartes, que nossa percepção nos engane, que estejamos sonhando sem saber, ou que alguma entidade superior nos iluda, induzindo-nos a acreditar ser real algo que de fato não é. Ou pode suceder igualmente que existam outras realidades, que estão inacessíveis à nossa percepção do momento. Ou seja, não temos condições de afirmar com certeza a realidade de nosso mundo concreto, nem que outras realidades não existam. Podemos no máximo dizer, diante das evidências que temos, que acreditamos que as coisas sejam da maneira como as representamos em nossas mentes, e que nada mais há além disso. E se nós acreditamos, é por que somos crentes. De tal sorte que, neste particular, a única posição que se sustenta é a do agnosticismo. Ou seja, aquela posição que não afirma nem duvida de nada. Pois as evidências que temos só podem nos garantir isso: que não temos certeza de nada, portanto, podemos somente crer. Ou não crer, que é outra forma de crer.<br />
Porém, a posição do agnosticismo parece não nos satisfazer de todo, pois precisamos de certezas para viver no cotidiano de nossas vidas. Apesar de sabermos que nossas explicações são limitadas e que talvez jamais consigamos transpor tais limitações, não podemos deixar de formulá-las, pois tais formulações fazem parte de nossa concepção de mundo, que é onde apoiamos todas as nossas certezas e todas as nossas ações. A posição agnóstica conduziria a uma dúvida permanente, uma virtualidade de nosso mundo concreto, que fatalmente tornaria nossa vida sem sentido, já que o sentido desta é umbilicalmente ligado à crença. Para evitar este vazio, a natureza impulsiona o ser humano a crer, a explicar mesmo aquilo que não pode. E, mesmo que sua explicação seja de que nada mais há além do que os olhos veem, e ponto final, ela é sem dúvida uma construção de mundo, baseada numa crença. De tal sorte a nivelar os fervorosos religiosos e os fervorosos ateus. Empenhados ardorosamente em afirmar seu ponto de vista, perdem a lucidez que lhes mostraria que não podemos, a rigor, afirmar nada com certeza. Mas por que são (ou somos) fervorosos? Porque disso depende nossa construção de mundo. Pois, se adiantasse plenamente para nós a solução do agnosticismo, tudo estaria resolvido. Mas não nos adianta, pois somos compelidos a crer. Mesmo que seja a crer na descrença total!!!!<br />
Alguém poderia discordar deste ponto de vista e sustentar que todas estas considerações são vazias, e que o mundo se resume a ser aquilo que vemos e tocamos, e nada mais. Que toda a nossa especulação e busca por mundos que não existem se devem à não aceitação de uma verdade nua e crua: nós vamos morrer e nada mais restará ao final, por mais que isso seja duro de admitir. E que a descrição de mundo que nos permite a razão nos mostra exatamente isso, e tal descrição é bastante clara e não deixa dúvidas a respeito.<br />
Tentemos seguir o curso de um pensamento desse tipo, levado até as últimas consequências. Chamemos o defensor desta posição de Sr. E, E de empírico (pois ele acredita unicamente na realidade do mundo como o vemos e constatamos empiricamente). O Sr. E poderia sustentar que vive sem necessitar acreditar em nada que não possa aferir por seus sentidos, ou que possa ao menos ser aferido pelos sentidos de um ser humano hipotético. E que sua concepção de mundo se baseia neste princípio, e é uma concepção de mundo bastante aceitável e clara. Neste caso, quando o Sr. E diz “mundo”, ele está se referindo, em sua própria suposição, ao que qualquer ser humano entenderia por mundo, ou seja, aquilo sobre o qual apóia seus pés, que se constitui num planeta mais ou menos esférico, pertencente a uma constelação de outros planetas e corpos sólidos mais ou menos esféricos, num universo que se alastra pelo espaço físico até seus confins, que o Sr. E não saberia dizer onde é, mas supõe ser muito longe, pois não consegue enxergar com seus olhos nem com os potentíssimos aparelhos desenvolvidos pelas ciências, das quais o Sr. E é um caloroso entusiasta. Nem tampouco – pasmem – consegue o Sr. E vislumbrar intelectualmente um possível fim físico de seu “mundo”. Perguntado sobre o que vem depois do fim de seu mundo, o Sr. E diz não saber, nem conseguir vislumbrar uma explicação. Mas que sua proposta original, de conseguir viver sem crer em nada que não seja percebido pelos sentidos, está salva, pois não acredita em nada depois do fim de seu mundo.<br />
Ainda que este “nada” que existe no incompreensível fim do mundo do Sr. E tenha ficado pouco claro, ele aqui parece registrar uma vitória. Porém, perguntado se todo o ser humano, no espaço e no tempo, tem esta mesma concepção de mundo, ou seja, o modelo planetário de mundo, o Sr. E, que é uma pessoa muito instruída, diz que não, pois no passado recente o ser humano acreditava que a Terra era plana. E no presente mesmo, alguns povos, tais como os aborígenes (e até grande número de norte-americanos, conforme pesquisas recentemente divulgadas), ainda pensam desta forma. Mas eles assim pensam, segundo o Sr. E, por serem ignorantes, ou seja, por ignorarem a verdadeira realidade do mundo. Pois, argumenta o Sr. E, qualquer ser humano esclarecido sabe que o mundo é assim como ele mesmo entende que é: um conjunto de planetas mais ou menos esféricos a girar sem parar, até onde possamos imaginar.<br />
Dizemos para o Sr. E que um hipotético habitante de um povo que pensa a Terra plana não concordaria com ele. E perguntamos como convenceria o mesmo a mudar de ideia. O Sr. E diz ser esta uma tarefa simples: ele levaria tal aborígene a uma hipotética viagem espacial, onde ele poderia ver com seus próprios olhos como é o mundo afinal. Mas nós aventamos que talvez o aborígene se negasse a entrar na hipotética nave. Neste caso, diz o Sr. E, poderíamos mostrar a ele, num nível meramente reflexivo, as contradições de sua Terra plana e a dificuldade de explicar a totalidade dos fenômenos observados através de tal modelo. E como a realidade se conforma imensamente mais com o modelo planetário. Mas para isso, diz o Sr. E, tal hipotético habitante teria que fazer elaborações intelectuais as quais teria grandes dificuldades em compreender, pois sua capacidade de abstração é limitada. Ademais, teria de se desfazer de crenças e superstições arraigadas. Porém, ainda segundo o Sr. E, uma vez que conseguisse vencer tais limitações, é possível que aceitasse de bom grado fazer aquela viagem espacial, que o levaria afinal a aferir por seus próprios olhos a realidade do mundo, ainda que a hipotética nave não pudesse nunca carregá-lo ao “nada” que vem ao final de tal mundo “real”.<br />
Neste caso, poderíamos perguntar ao Sr. E: Será que o não fim de seu mundo não seria também uma contradição do mesmo tipo que ele aponta no “falso” modelo da Terra plana, que uma outra concepção de mundo poderia sanar? E se para compreender esta outra concepção ele, Sr. E, não necessitaria justamente mudar sua forma de pensar, desfazendo-se de crenças e superstições arraigadas? E se ele também, Sr. E, por suas ideias fixas, talvez não tenha muitas vezes perdido a chance de fazer uma viagem que o poderia levar, afinal, ao incompreensível fim de seu mundo? E, ainda, se a superação de seus preconceitos arraigados não o poderá levar um dia de bom grado a embarcar nessa nave e fazer essa viagem? E antes que ele possa responder aos questionamentos, nós explicamos ao Sr. E que o presente livro foi justamente escrito com o intuito de demovê-lo de suas ideias fixas a respeito do mundo, e convencê-lo de que existe uma nave à sua espera, e uma viagem por fazer. Ouvindo isso, o Sr. E talvez levasse um susto. Mas, como é uma pessoa muito instruída, é provável que, após o susto inicial, ele pondere ser possível algo assim, e então deixe a curiosidade abrir uma pequena porta.</p>
<p style="text-align:justify;">______________</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Do livro “Quem Tem Ouvidos – Um Salto  do Pensamento para o Inconcebível” de<em> João Batista Mezzomo</em> – Editora Besourobox (Enviado pelo Autor).</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/filosofojr.wordpress.com/952/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/filosofojr.wordpress.com/952/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/filosofojr.wordpress.com/952/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/filosofojr.wordpress.com/952/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/filosofojr.wordpress.com/952/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/filosofojr.wordpress.com/952/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/filosofojr.wordpress.com/952/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/filosofojr.wordpress.com/952/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/filosofojr.wordpress.com/952/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/filosofojr.wordpress.com/952/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/filosofojr.wordpress.com/952/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/filosofojr.wordpress.com/952/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/filosofojr.wordpress.com/952/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/filosofojr.wordpress.com/952/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=952&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Hobbes e o medo no Leviatã</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 23:30:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webcorreia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hobbes é defensor da ideia do Contrato Social. No pensamento Hobbeseano o medo é o motor chave para necessidade desse contrato. Ao viverem em Estado de Natureza, os homens estão propensos a sua imaginação, donde pela honra, eles ficam fadados &#8230; <a href="http://filosofojr.wordpress.com/2011/12/09/hobbes-e-o-medo-no-leviata/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=902&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>Hobbes é defensor da ideia do Contrato Social. No pensamento Hobbeseano o medo é o motor chave para necessidade desse contrato. Ao viverem em Estado de Natureza, os homens estão propensos a sua imaginação, donde pela honra, eles ficam fadados a imaginar que a guerra entre eles não tem fim. Assim é o ideal do Homem, lobo do homem. Assim, Hobbes propõe que &#8220;sem a espada que lhes imponha o respeito, os acordos não servem para atingir os objetivos a que lhe propõe&#8221; (HOBBES, 1988). Com esse pensamento, o filósofo inglês justifica o porque do Contrato Social. É necessário um soberano onde o mesmo, ali estando por comunhão do contrato assinado entre os homens sirva como a espada, que mostre o respeito base donde se justifica manter o acordo proposto. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Leviatã e Hobbes</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O Leviatã é sem duvida alguma a Obra chave no pensamento do filósofo Thomas Hobbes. O pensador inglês foi um dos sustentadores da ideia do Contrato Social, no qual os homens se reuniam não mais em um estado de natureza, mas por meio de um pacto, um contrato que mantivesse a paz entre os mesmos. Hobbes vê que a legitimação desse Estado Social é necessária por causa do “medo” presente no homem. Segundo Hobbes “<em>os homens estão em continua competição pela honra e pela dignidade</em> (HOBBES <em>apud</em> NICOLA, 2005)”.</p>
<p style="text-align:justify;">No pensamento Hobbeseano, prevalece no estado de natureza o <em>“Homo homini lupus<a title="" href="/Users/Junior/Downloads/TCD---Moderna-II---env..doc#_ftn1"><strong>[1]</strong></a>”</em> onde prevalece na grande maioria das vezes a “<em>guerra de todos contra todos”</em>. Esse estado de natureza é o desorganizado, onde o homem não age de acordo com a honestidade, mas prevalece o isolamento e a violência. O estado de natureza segundo Hobbes então é o estado de igualdade no medo. Medo que muitas vezes é alimentado principalmente no estado imaginário, ou seja, um medo psicológico. O mais fraco teme por sua vida e seus bens. Ele crê na perda devido a seus status de armamento ou condição física. Ao mesmo tempo, o mais forte preconiza o mesmo medo, imaginando ser atacado no momento em que não puder mais manter o estado de vigília.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse problema da questão do “medo”, podemos observar que nessa sociedade, o homem vive por seus medos. A honra é sua ganancia. Ele pode perder tudo, mas lutaria por sua honra acima de qualquer coisa. Assim, o mais forte para manter a honra lutaria contra o fraco em busca de mais domínios. O fraco, para recuperar sua dignidade, lutaria contra o forte. Uma guerra continua que era mantida pelo “medo”.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim sendo, no estado social de Hobbes, os homens deveriam abrir mão de suas vontades, passando a se submeter em favor da vontade de um soberano. No ato de concordarem com essa submissão, os mesmos declaravam que a legitimidade do soberano só seria garantida se o mesmo cumprisse com suas obrigações que eram garantir a paz e a vida social regular do estado.</p>
<p style="text-align:justify;">Podemos perceber, que o individuo humano se aproximaria das responsabilidades éticas dentro do chamado estado social. A questão do Contrato não foi abordada unicamente por Hobbes. Em Rousseau, o homem vive separado pela natureza, em um estilo de vida simples e sociável até o momento em que alguém decide cercar o que ele determina ser seu e diz: “isso é meu”.</p>
<p style="text-align:justify;">Dentro desses limites do “meu” e “seu”, o estado de natureza Hobbeseano tem inicio, levando o homem aos limites de seus medos, muitas vezes alimentados por sua imaginação. Mas construir um Estado forte não é fácil. Da mesma forma que os homens possuem suas divergências sociais no estado livre da natureza, os mesmos não conseguem tão facilmente definir as regras e leis que possam permear o Estado Social justo e necessário. Tudo isso podemos agregar também na questão do medo. Medo de o Contrato não ser seguido, medo de o soberano não ser suficiente ou medo dos demais homens da sociedade se voltarem contra o Contrato. Esses medos permearão por todo o pensamento de Hobbes na questão do Contrato Social.</p>
<p><em><strong> Bibliografia</strong></em></p>
<p>CHAUÍ, Marilena. <strong>Convite à Filosofia.</strong> 6ª edição. – São Paulo : Editora Ática. 1997.</p>
<p>GHIRALDELLI Jr, Paulo. <strong>História Essencial da Filosofia (Volume III).</strong> – São Paulo : Editora Universo dos Livros. 2010.</p>
<p>NICOLA, Ubaldo. <strong>Antologia Ilustrada da Filosofia: das origens à idade moderna.</strong> – São Paulo : Editora Globo. 2005.</p>
<div><span style="color:#0000ff;"><em><strong>Notas:</strong></em></span></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="/Users/Junior/Downloads/TCD---Moderna-II---env..doc#_ftnref1">[1]</a> O Homem é o lobo do Homem (Tradução do Latim).</p>
</div>
</div>
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		<title>Consciência: visões de Nietzsche e Freud</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 21:02:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webcorreia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Consciencia]]></category>
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		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Friedrich Nietzsche, no Aforismo 354 de “A Gaia Ciência”, afirmou que “consciência em geral só se desenvolveu sob a pressão da necessidade de comunicação”. Para o filósofo a necessidade de viver em sociedade, chamada por ele de rebanho, levou o &#8230; <a href="http://filosofojr.wordpress.com/2011/11/29/consciencia-visoes-de-nietzsche-e-freud/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=905&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Friedrich Nietzsche, no Aforismo 354 de “A Gaia Ciência”, afirmou que “consciência em geral só se desenvolveu sob a pressão da necessidade de comunicação”. Para o filósofo a necessidade de viver em sociedade, chamada por ele de rebanho, levou o homem ao desenvolvimento da linguagem e da consciência, no sentido de tomar consciência de si. O pensador caracteriza consciência como uma rede de ligação entre homem e homem, que por meio de um reinado do “é preciso” nos levou a conseqüência de levar à consciência as nossas ações, sentimentos e movimentos.</p>
<p style="text-align:justify;">Nietzsche estabelece que tomamos consciência apenas de uma parte desse processo, uma parte mínima e superficial, a qual ocorre em palavras, tornadas elementos de comunicação. Ao que Sigmund Freud explicou afirmando que “o conteúdo da consciência é muito pequeno, de modo que a maior parte do que chamamos conhecimento consciente deve permanecer, por consideráveis períodos de tempo, num estado de latência, isto é, deve estar psiquicamente inconsciente”.</p>
<p style="text-align:justify;">Os dois autores definem que a consciência é uma parte superficial e mínima do nosso conhecimento, a parte desconhecida por nós foi nomeada por Freud como inconsciente. Ao determinar inconsciente como conhecimento em estado de latência, ele determina que este conhecimento pode ser acessado por nós, uma vez que há inúmeros pontos de contato com os processos conscientes:</p>
<p style="text-align:right;"><em>“sabemos que possuem abundantes pontos de contato com os processos mentais conscientes, com o auxílio de um pouco de trabalho podem ser transformados em processos mentais conscientes ou substituídos por eles,e todas as categorias que empregamos para descrever os atos mentais conscientes, tais como idéias, propósitos, resoluções, e assim por diante, podem ser aplicadas a eles.” FREUD</em></p>
<p style="text-align:justify;">Para Nietzsche a força da arte e da comunicação pouco a pouco acaba por gerar um excedente, o qual deverá ser utilizado por aqueles que dominam os signos lingüísticos, como artistas e oradores. É como se a força da comunicação acabasse por ampliar o que se torna consciente nos pensamentos do homem, proporcionando assim a recriação da linguagem: “O homem inventor de signos é ao mesmo tempo o homem cada vez mais agudamente consciente de si mesmo [..]”.</p>
<p style="text-align:justify;">O trabalho árduo de recriação lingüística descrito por Nietzsche acaba por ser um dos pontos de contato ao inconsciente descrito por Freud. O que permitiria ao homem ser cada vez mais consciente de si, de sua individualidade, afastando-se desta forma do consciente coletivo, do chamado rebanho.</p>
<p style="text-align:justify;">Para Freud caberia a psicanálise auxiliar o homem a acessar seu inconsciente, compreendendo assim, o processo de recalques que o impede de tomar consciência amplamente de suas significações. Acessar o inconsciente é mergulhar em um universo, ainda não recalcado pelo rebanho nietzschiano, é ser capaz de se reconhecer enquanto indivíduo, mesmo fazendo parte de um mundo coletivo, no qual os recalques são inseridos socialmente e acabam por padronizar nossas ações e pensamentos. É exatamente ao padrão social que o filosofo chama de atitudes de rebanho, aquelas já incorporadas e que estão impregnadas no consciente:</p>
<p style="text-align:right;"><em>“Nossas ações são, no fundo, todas elas, pessoais de uma maneira incomparável, únicas, ilimitadamente individuais, sem dúvida nenhuma; mas, tão logo as traduzimos na consciência, elas não parecem mais sê-lo&#8230;” NIETZSCHE</em></p>
<p style="text-align:justify;"> Logo, se a consciência foi criada pela necessidade do homem e acabou por aprisioná-lo em um rebanho, impedindo que desenvolvesse sua individualidade, é por meio da ampliação dessa mesma consciência que o homem acaba por encontrar sua individualidade, e como alguém único, desrebanhado, acaba por ser capaz de recriar os signos lingüísticos, dando a eles novos significados, ou seja, ressignificando seu próprio mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Outra síntese:</p>
<h3 style="text-align:left;" align="center">Devaneios aforidos<br />
<em>ou Influências Nietzschianas</em></h3>
<p>Perdulariamente as ideias brincam<br />
com o excesso da razão<br />
gerando herdeiros da consciência.</p>
<p>Trazem ao mundo<br />
- os pescadores do inconsciente -<br />
um novo alimento<br />
de sabor amargo,<br />
capaz de dizimar rebanhos<br />
e reviver a arte.<br />
Recolhem os restos<br />
os tornando novamente belos.</p>
<p>Enraizados no corpo<br />
nossos desejos,<br />
suprimidos pelo mundo,<br />
são resgatados por gestos e olhares<br />
dos pescadores profundos<br />
mergulhados em mares solitários</p>
<p><strong>Referências: </strong></p>
<p>FREUD, Sigmund. A <em>história do movimento psicanalítico artigos sobre metapsicologia e outros trabalhos: O Inconsciente</em>. Imago Editora. Rio de Janeiro.</p>
<p>NIETZSCHE, Friedrich. <em>Obras incompletas: Aforismo 354</em>. Abril Cultural, São Paulo 1983.</p>
<p>_____________<br />
<em><strong>Daiana Fonseca é formada em Pedagogia, Letras e Filosofia. </strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/filosofojr.wordpress.com/905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/filosofojr.wordpress.com/905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/filosofojr.wordpress.com/905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/filosofojr.wordpress.com/905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/filosofojr.wordpress.com/905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/filosofojr.wordpress.com/905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/filosofojr.wordpress.com/905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/filosofojr.wordpress.com/905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/filosofojr.wordpress.com/905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/filosofojr.wordpress.com/905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/filosofojr.wordpress.com/905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/filosofojr.wordpress.com/905/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/filosofojr.wordpress.com/905/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/filosofojr.wordpress.com/905/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=905&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Linguagem, representação social.</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 12:39:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webcorreia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[A maior invenção humana certamente foi a linguagem. É por meio dela que representamos para o mundo o que somos, pensamos e agimos. Para isso podemos utilizar as diversas linguagens existentes: imagética, corporal, verbal, etc. Sendo a linguagem verbal a &#8230; <a href="http://filosofojr.wordpress.com/2011/11/13/linguagem-representacao-social/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=885&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://filosofojr.files.wordpress.com/2011/11/images.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-888" title="images" src="http://filosofojr.files.wordpress.com/2011/11/images.jpg?w=500" alt=""   /></a>A maior invenção humana certamente foi a linguagem. É por meio dela que representamos para o mundo o que somos, pensamos e agimos. Para isso podemos utilizar as diversas linguagens existentes: imagética, corporal, verbal, etc. Sendo a linguagem verbal a mais complexa delas, seja em sua forma oral ou escrita. Seus elementos representam e estabelecem entre si a mesma ordem apresentada pela sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;">As palavras surgem por necessidade humana e, por necessidade humana, dividem-se morfologicamente (estudo das classes). Relacionam-se do mesmo modo que o homem se relaciona com o outro, com o mundo, consigo. O estudo da análise sintática comprova-nos essa teoria.</p>
<p style="text-align:justify;">Os termos essenciais sujeito e predicado representam o homem e suas ações, sendo que o sujeito, aquele que pratica uma ação, mesmo ausente estabelece a concordância do predicado que o completa, as ações realizadas e as consequências dessas ações. As ações humanas perpetuam-se e determinam sua vivência, sua herança social e mesmo sendo ele ausente suas ações continuam a falar por ele.</p>
<p style="text-align:justify;">Nossas ações nos integram socialmente, nos liga ao outro, direta ou indiretamente. Os termos integrantes possuem: os verbos, que representam nossas ações; os complementos verbais: objeto direto ou indireto, aqueles a quem afetamos, direta ou indiretamente; e os complementos nominais, os que se ligam a quem nós afetamos e os modifica, determinam como são ou mesmo quem são. E, por fim, os termos acessórios, representantes de tudo que é fútil, perecível, de tudo que podemos deixar para trás quando temos um objetivo, mas representante dos detalhes que nos diferenciam. São eles os adjuntos adnominais e adverbiais.</p>
<p style="text-align:justify;">Logo, refletindo sobre as relações dos elementos da linguagem verbal percebemos a forma pela qual ela representa e explicita as relações sociais. Ou será mero acaso que a linguagem modifica-se com a mesma rapidez que modificam-se as relações humanas?</p>
<p>_______</p>
<p style="text-align:justify;">Daiana Fonseca é professora da rede pública do Município de São Paulo, formada em Letras e Filosofia, é também autora do livro “Janelas Descobertas”.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/filosofojr.wordpress.com/885/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/filosofojr.wordpress.com/885/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/filosofojr.wordpress.com/885/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/filosofojr.wordpress.com/885/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/filosofojr.wordpress.com/885/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/filosofojr.wordpress.com/885/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/filosofojr.wordpress.com/885/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/filosofojr.wordpress.com/885/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/filosofojr.wordpress.com/885/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/filosofojr.wordpress.com/885/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/filosofojr.wordpress.com/885/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/filosofojr.wordpress.com/885/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/filosofojr.wordpress.com/885/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/filosofojr.wordpress.com/885/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=885&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Isto de fato é arte?</title>
		<link>http://filosofojr.wordpress.com/2011/11/07/isto-de-fato-e-arte/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 19:27:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webcorreia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Duchamp]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois que Marcel Duchamp enviou um Urinol para o Salão dos Independentes, em Nova York (1917), o conceito de arte ampliou-se, sendo hoje, praticamente impossível definirmos o que de fato é ou não é arte. Em vista deste fato, temos &#8230; <a href="http://filosofojr.wordpress.com/2011/11/07/isto-de-fato-e-arte/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=875&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://filosofojr.files.wordpress.com/2011/11/duchamp_fonte.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-877" title="Duchamp_fonte" src="http://filosofojr.files.wordpress.com/2011/11/duchamp_fonte.jpg?w=253&#038;h=300" alt="" width="253" height="300" /></a>Depois que Marcel Duchamp enviou um Urinol para o Salão dos Independentes, em Nova York (1917), o conceito de arte ampliou-se, sendo hoje, praticamente impossível definirmos o que de fato é ou não é arte. Em vista deste fato, temos inúmeros artistas que criam obras ininteligíveis e as completam com nomes criativos, fantasiosos de tamanha complexidade que nem eles conseguem explicar ao público o que de fato produziram. Sua grande arte consiste na criação do nome e de tal conceito.</p>
<p style="text-align:justify;">Vejamos um exemplo: o artista joga em uma tela branca uma tinta vermelha e afirma que sua maravilhosa obra representa as dores da guerra, as grandes paixões humanas (qualquer semelhança com a tela exposta na Pinacoteca é mera coincidência). Ninguém o contradiz, entretanto, para o público é impossível compreender tal obra se não houver um texto explicativo, o qual na maior parte das vezes não é nada didático de maneira que as pessoas se sentem integrantes do grande conto “A roupa nova do rei”, de Hans Christian Andersen. Todos os pseudointelectuais da atualidade não questionam a obra, pois demonstraria que não a puderam compreender e assim perderiam respeito. A população nada compreende, mas o artista dirá que sua arte não é para os simples.</p>
<p style="text-align:justify;">Ora convenhamos, arte que não se compreende é apenas arte decorativa e esta as crianças a partir de 2 anos fazem muito bem. Não estou, caro leitor, afirmando que a arte precisa ser reduzida a meros manuais autoexplicativos, entretanto temos de ter clareza que nenhuma arte fará sentido se não for legível, compreensível ao público. Fazer arte para poucos é justificar com uma desculpa esdrúxula a incapacidade de se fazer compreender de um dito artista e, para estes, haverá sempre “intelectuais” de plantão para estabelecer sentido à obra produzida.</p>
<p style="text-align:justify;">Duchamp, apesar de pintor ficou conhecido mundialmente por seu urinol, o qual foi visto por alguns críticos como uma representação psicanalítica do corpo feminino, mas para o grande público ele continua sendo um urinol comum, de porcelana branca, dos encontrados em banheiro masculino. A grande capacidade do pintor foi estabelecer para sua obra um novo nome o ready-made, o qual conceituou como sendo a utilização de objetos do cotidiano fora de seu contexto de utilização. Acompanhado ao nome deu ao ato um parecer de protesto. Quem eram os críticos para definirem o que é arte? Seguindo a maravilhosa lógica podemos levar ao Museu mais próximo nossas panelas amassadas e dizer que representam a libertação feminina. Entretanto, como a ideia já deixou de ser inovadora fará com que a exposição não seja aceita.</p>
<p style="text-align:justify;">A atitude democrática e inovadora de Marcel Duchamp certamente abriu espaço para que a arte fosse questionada, entretanto, abriu também caminho para que muita pseudo-arte se produza no mundo. Logo, cabe a nós não sermos meros expectadores e agirmos tal qual a criança do conto de Andersen, erguemos nossos dedos, ainda que timidamente e afirmar o que todos veem e possuem medo de dizer: Isto de fato é arte?</p>
<p>__________</p>
<p style="text-align:left;" align="right">Daiana Fonseca é professora da rede pública do Município de São Paulo, formada em Letras e Filosofia, é também autora do livro “Janelas Descobertas”.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/filosofojr.wordpress.com/875/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/filosofojr.wordpress.com/875/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/filosofojr.wordpress.com/875/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/filosofojr.wordpress.com/875/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/filosofojr.wordpress.com/875/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/filosofojr.wordpress.com/875/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/filosofojr.wordpress.com/875/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/filosofojr.wordpress.com/875/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/filosofojr.wordpress.com/875/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/filosofojr.wordpress.com/875/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/filosofojr.wordpress.com/875/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/filosofojr.wordpress.com/875/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/filosofojr.wordpress.com/875/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/filosofojr.wordpress.com/875/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=875&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Duchamp_fonte</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>A IMPORTANCIA DOS SIMBOLOS</title>
		<link>http://filosofojr.wordpress.com/2011/10/09/a-importancia-dos-simbolos/</link>
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		<pubDate>Sun, 09 Oct 2011 12:10:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webcorreia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Frege]]></category>
		<category><![CDATA[Lógica]]></category>

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		<description><![CDATA[“sem sinais, também dificilmente nos elevaríamos ao pensamento conceitual” (Frege) Seguindo pelo pensamento exposto por Frege em nossa epigrafe, temos um primeiro apontamento não apenas para a importância, mas também para a necessidade de uma utilização simbólica no estudo de &#8230; <a href="http://filosofojr.wordpress.com/2011/10/09/a-importancia-dos-simbolos/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=859&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><strong><em>“sem sinais, também dificilmente nos elevaríamos ao </em></strong><br />
<strong><em> pensamento conceitual” (Frege)</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Seguindo pelo pensamento exposto por Frege em nossa epigrafe, temos um primeiro apontamento não apenas para a importância, mas também para a necessidade de uma utilização simbólica no estudo de nossos raciocínios. Frege procura mostrar que os símbolos<a title="" href="#_ftn1">[1]</a> são importantes, pois não nos apresentam ambiguidades. Ele mostra seu ponto de vista com relação aos aspectos da linguística.</p>
<p style="text-align:justify;">Frege tenta demonstrar que as palavras na linguagem podem ser expressas com determinados erros. Os símbolos exprimem seu sentido no momento em que observamos e entendemos o mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">A linguagem de fórmulas da aritmética é uma conceitografia, pois exprime imediatamente o assunto, sem a mediação do som. Nesta medida ela obtém a concisão que permite acomodar o conteúdo de um juízo simples em uma linha (FREGE, p.194)</p>
<p style="text-align:justify;">Partindo para uma explanação além dos conceitos Fregianos, podemos perceber a importância do uso da simbologia dada à possibilidade de identificar em pressupostos argumentos tidos como válidos sua invalidade. Ao passo que usamos os símbolos em conjunto com a tabela de verdade podemos averiguar corretamente as possibilidades de um raciocínio ser ou não valido.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, o pensador define o sinal como uma forma válida de entendimento direto dos conceitos, proporcionando uma melhor compreensão universal nos fundamentos da ciência. Ele, segundo suas próprias palavras, não <em>“nega que mesmo sem os sinais a percepção de uma coisa pudesse reunir a sua volta um conjunto de imagens da memória (p.191)”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Frege aborda assim que a linguagem comum usada na lógica clássica é inadequada, imperfeita, pois carece de precisão nos sentidos. As ambiguidades causadas pelos termos em determinados momentos podem nos levar a problemas e resoluções imprecisas. Assim ele defende o uso da linguagem simbólica artificial, que não nos deixariam lacunas em nossas observações.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>BIBLIOGRAFIA</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>FREGE, Gottlob</strong><em>. “Sobre a Justificação Cientifica de uma Conceitografia”</em>. (p. 190 a 195) Tradução de Luís Henrique dos Santos in <strong><em>Coleção Os Pensadores</em></strong>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>FREGE, Gottlob</strong><em>. “Vida e Obra do Pensamento”</em>. (p. 178 a 188) Tradução de Luís Henrique dos Santos in <strong><em>Coleção Os Pensadores</em></strong>.</p>
<div>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref1">[1]</a> No texto Sobre a Justificação Científica de uma Conceitografia, Frege usa o termo Sinais e não símbolos.</p>
</div>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/filosofojr.wordpress.com/859/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/filosofojr.wordpress.com/859/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/filosofojr.wordpress.com/859/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/filosofojr.wordpress.com/859/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/filosofojr.wordpress.com/859/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/filosofojr.wordpress.com/859/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/filosofojr.wordpress.com/859/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/filosofojr.wordpress.com/859/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/filosofojr.wordpress.com/859/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/filosofojr.wordpress.com/859/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/filosofojr.wordpress.com/859/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/filosofojr.wordpress.com/859/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/filosofojr.wordpress.com/859/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/filosofojr.wordpress.com/859/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=859&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Erisvaldo Correia lança seu livro “Somente Palavras”</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 22:28:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webcorreia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Erisvaldo]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[O poeta e estudante de Filosofia Erisvaldo Correia lança seu segundo livro em evento que será realizado no Centro Cultural Mestre Assis, em Embu das Artes, no dia 7 de outubro. Nascido em Embu das Artes no ano de 1987, &#8230; <a href="http://filosofojr.wordpress.com/2011/09/28/erisvaldo-correia-lanca-seu-livro-%e2%80%9csomente-palavras%e2%80%9d/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=848&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" src="http://www.fatoexpresso.com.br/wp-content/uploads/erisvaldo_somente_palavras_fex.jpg" alt="" width="225" height="155" />O poeta e estudante de Filosofia Erisvaldo Correia lança seu segundo livro em evento que será realizado no Centro Cultural Mestre Assis, em Embu das Artes, no dia 7 de outubro. Nascido em Embu das Artes no ano de 1987, a Poesia, as Artes e a Filosofia estão presentes em sua vida desde cedo. Autor do livro “Caminhos Escritos” publicado em 2009, o novo livro “Somente Palavras” reúne uma coleção de poemas escritos com palavras de solidão, tristeza, cotidiano, amor e Raiva!</p>
<blockquote><p>Conheça um dos fragmentos deste novo livro do poeta e filósofo:</p>
<p>“Meu verso se faz<br />
em momentos que nem mesmo eu sei<br />
Meu verso é paixão<br />
é encontro<br />
com o universo<br />
Meu verso é verso<br />
palavras que se misturam<br />
no mundo branco<br />
levando ideias<br />
Verso por verso<br />
eu inteiro<br />
me completo<br />
a cada instante disperso”</p>
<p>LANÇAMENTO OFICIAL DO LIVRO ” SOMENTE PALAVRAS”<br />
DIA 07 DE OUTUBRO, ÀS 19h00<br />
LOCAL: CENTRO CULTURAL MESTRE ASSIS – EMBU DAS ARTES (Largo 21 de Abril, 29 – Centro)<br />
EDITORA: PERSE! (http://perse.doneit.com.br)</p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/filosofojr.wordpress.com/848/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/filosofojr.wordpress.com/848/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/filosofojr.wordpress.com/848/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/filosofojr.wordpress.com/848/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/filosofojr.wordpress.com/848/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/filosofojr.wordpress.com/848/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/filosofojr.wordpress.com/848/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/filosofojr.wordpress.com/848/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/filosofojr.wordpress.com/848/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/filosofojr.wordpress.com/848/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/filosofojr.wordpress.com/848/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/filosofojr.wordpress.com/848/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/filosofojr.wordpress.com/848/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/filosofojr.wordpress.com/848/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=848&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dos limites do conhecimento</title>
		<link>http://filosofojr.wordpress.com/2011/08/21/dos-limites-do-conhecimento/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Aug 2011 11:39:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webcorreia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Analises]]></category>
		<category><![CDATA[Epistemologia]]></category>
		<category><![CDATA[Montaigne]]></category>

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		<description><![CDATA[Há certa tendência à irrefutabilidade e “perniciosidade”no que tange o conhecimento “absoluto” quando este está associado à lógica em seu último grau, como que uma cartada final para todos os problemas do pensamento humano,mas o problema apenas se inicia aí, &#8230; <a href="http://filosofojr.wordpress.com/2011/08/21/dos-limites-do-conhecimento/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=839&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;"><a href="http://filosofojr.files.wordpress.com/2011/08/conhecimento01.jpg"><img class="alignleft" style="border:0 none;" src="http://filosofojr.files.wordpress.com/2011/08/conhecimento01.jpg?w=267&#038;h=320" alt="" width="267" height="320" border="0" /></a>Há certa tendência à irrefutabilidade e “perniciosidade”no que tange o conhecimento “absoluto” quando este está associado à lógica em seu último grau, como que uma cartada final para todos os problemas do pensamento humano,mas o problema apenas se inicia aí, quando o mesmo sai da esfera das “concatenações” de idéias claras.</div>
<p style="text-align:justify;">Desde os primórdios da filosofia, por assim dizer, existiram preocupações sobre a possibilidade de existir algo, e ainda, caso as coisas fossem conhecidas, ficaria claro que elas seriam conhecidas. É famosa, por exemplo, a insistência de Sócrates de que ele não sabia nada. E Protágoras, o mais famoso dos sofistas , teve sua reputação amplamente baseada na declaração de que o “homem é a medida de todas as coisas”, com o que ele queria dizer, grosso modo, que todas as crenças são verdadeiras a partir da perspectiva da pessoa que afirma a crença&#8230;fato este que vem a ser corroborado na fenomenologia e também na primazia do sujeito epistemológico, que não está mais, de certa forma, sujeito a um encadeamento de rígidas regras que não três ou quatro, simples para a averiguação da “verdade”.<br />
A visão de Protágoras é um dos primeiros exemplos de relativismo; isto é, refere-se à idéia de que as coisas somente são verdadeiras ou falsas a partir de determinadas perfectivas .<br />
As respostas que essa declaração têm provocado, desde então, são indicativas do modo como os filósofos, por séculos, tentaram lidar com aquilo que vêem como ameaça do relativismo.<br />
Em primeiro lugar, seus críticos tentaram mostrar que a afirmação se auto-refutava. Se todas as crenças são verdadeiras desde a perspectiva de alguém, então a crença de que todas as crenças não são verdadeiras desde a perspectiva de alguém também deve ser verdadeira. Um paradoxo. Infelizmente, esse argumento era refutado por si só de modo fácil. O relativista não universaliza afirmações verdadeiras; em outras palavras, a afirmação dele diz apenas que as crenças são verdadeiras para as pessoas que as adotam, e não que elas são verdadeiras para todo mundo.<br />
Mas aí temos outro problema, pois isso oferece ao relativista uma objeção muito mais forte. Se a afirmação diz que as crenças são verdadeiras para todos, apenas no sentido limitado de que qualquer crença particular é verdadeira para a pessoa que a afirma isso, então é uma afirmação vazia, e não faz sentido que tal idéia pode de fato ser verdadeira apenas para uma pessoa, agredindo assim a idéia de verdade “universal”.<br />
A lógica no entanto é um exercício para que possamos “sair” deste relativismo extremo, mas não obstante, incorremos no risco de nela também limitarmos nossas ultimas reflexões., daquelas que não comportam sua linguagem e formatação.<br />
Embora neste primeiro momento estando averiguando o papel da lógica no conhecimento, é “práxis” salientar mesmo em primeiro plano (“introdutório”) , que isto não finda apenas na elaboração do discurso claro ou de sua “tangibilidade” em relação ao que é possível conhecer. Portanto, em se tratando de filosofia e de nossos clássicos filósofos, ao menos aqueles que impactaram a teoria do conhecimento em si, é notório que isto só é possível, a priori, através de um argumento lógico, mesmo que de certa lógica resulte ditas “circularidades” ou refutabilidades, como o famoso Argumento Ontológico de Descartes.<br />
Em se tratando ainda de conhecimento, é sábio afirmar que o relativismo e o ceticismo ainda não desapareceram e formam um dos pilares marcantes da filosofia.<br />
Assim, os pensadores do primeiro período moderno, tais como Montaigne, se preocuparam com eles, depois que souberam que pessoas viviam vidas muito diferentes no novo Mundo. Os filósofos dos séculos XVIII e XIX se preocuparam com as implicações do ceticismo do projeto de Descartes , de encontrar os fundamentos indubitáveis do conhecimento , e também com a idéia de Locke, de que o conhecimento está enraizado em impressões dos sentidos vindas do mundo exterior.<br />
Posteriormente, os filósofos do século XX se interessaram pelo papel que a linguagem desempenha em nossa compreensão do mundo, se, de fato, as afirmações verdadeiras são discursos ou “jogos de linguagem” particulares, e , mais radicalmente, se a linguagem não se refere a nada no mundo em absoluto.<br />
A epistemologia, então, como o ramo da filosofia que se interessa pelo conhecimento, é frequentemente um exercício de “apagar incêndios” , preocupada nem tanto com o que sabemos como com a refutação da afirmação de que nada sabemos em absoluto.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/filosofojr.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/filosofojr.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/filosofojr.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/filosofojr.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/filosofojr.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/filosofojr.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/filosofojr.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/filosofojr.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/filosofojr.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/filosofojr.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/filosofojr.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/filosofojr.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/filosofojr.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/filosofojr.wordpress.com/839/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=839&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>PARMÊNIDES E AS TORRES GÊMEAS</title>
		<link>http://filosofojr.wordpress.com/2011/06/14/parmenides-e-as-torres-gemeas/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2011 10:09:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webcorreia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos]]></category>
		<category><![CDATA[Fatos]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Parmenides]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Algum tempo após os atentados que resultaram na destruição das torres gêmeas, em 11 de setembro de 2001, um filósofo norte-americano esteve no Brasil proferindo palestra, quando abordou o ocorrido sob o ponto de vista do trauma que o fato &#8230; <a href="http://filosofojr.wordpress.com/2011/06/14/parmenides-e-as-torres-gemeas/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=827&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" style="border:1px solid black;" src="http://image.absoluteastronomy.com/images/encyclopediaimages/s/sa/sanzio_01_parmenides.jpg" alt="" width="158" height="372" />Algum tempo após os atentados que resultaram na destruição das torres gêmeas, em 11 de setembro de 2001, um filósofo norte-americano esteve no Brasil proferindo palestra, quando abordou o ocorrido sob o ponto de vista do trauma que o fato provocou na sociedade norte-americana. Fazendo um paralelo com os traumas ocorridos na vida individual das pessoas, o filósofo tentou vislumbrar como seria a superação desse trauma.</p>
<p style="text-align:justify;">O raciocínio do filósofo está correto, pois quando tentamos adquirir “ciência” sobre algo, de modo a que venhamos mesmo a antever o futuro, nós o fazemos estabelecendo paralelos entre fenômenos similares. E o individual é claro que tem similaridade com o coletivo. Porém, sempre existem muitos modos de fazer esta comparação, e esses modos são justamente o que faz uma ciência ser pertinente ou não, ou uma filosofia ser algo que tenha um fundamento mais duradouro, ou compreenda apenas superficialmente a questão, não nos trazendo um esclarecimento adequado do problema. Neste caso, a filosofia que podemos fazer algumas vezes se assemelha àquela que fazemos no “boteco”, para acompanhar aquele chopinho gelado.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo o raciocínio desenvolvido pelo filósofo norte-americano, haveria um tempo necessário para que o trauma fosse superado, pois é isso que vemos quando olhamos para a ocorrência de traumas em nossas vidas individuais. É verdade, mas ocorre que às vezes nós não os superamos, apesar de passar o tempo, e pode ocorrer mesmo que venhamos a morrer sem superá-los. O que ocorre é que, para superar um trauma, no mais das vezes nós devemos ter condições de compreender o que está em jogo, caso contrário ele continuará lá em nossa frente, a obstaculizar o caminho. Ou seja, um evento traumático, tanto em nossas vidas individuais como em relação ao coletivo, trás em si uma mensagem, que deve ser decifrada se queremos superá-lo em toda a sua potencialidade evolutiva e transformadora. No caso do atentado de 11 de setembro, o modo como aconteceu, e a influência que teve no mundo, deve nos mostrar que o evento é algo que devemos olhar com mais cuidado. É como se o abstrato nos tivesse mandado um sinal, um sinal que já nos mandou, no passado, mas não compreendemos. Então, em 11 de setembro de 2001, ele veio para dentro de nossa vida de modo mais enfático: decifra-me ou devoro-te! Pois quando aquelas torres foram atingidas e desabaram, deixando perplexas as pessoas, o que estava desabando era um dos ícones da sociedade ocidental. Mais do que a sociedade norte-americana, quando aquela imensidão de “concreto” veio abaixo, toda a sociedade ocidental foi atingida, transformando em concreto o abstrato que antes já se tornara concreto através de Marx: o que era sólido desmanchou no ar!</p>
<p style="text-align:justify;">Nossa sociedade baseia-se nas certezas que a razão, fortalecida em 2.500 anos de especulação, construiu. As mesmas certezas que nos fazem tomar um avião, ou um elevador, confiando cegamente que “vai dar tudo certo”. Porém, pode acontecer que alguma coisa não dê certo. Ou que tudo dê errado. Ou que tudo dê certo sob outro ponto de vista, e as torres de nossas certezas desabem. Ou seja, a tecnologia, filha da ciência, filha da razão, é limitada. As verdades científicas são relativas. E nosso modelo de mundo é vazio e ilusório, de modo que o mundo que consideramos real não é o território previsível e seguro que imaginamos, antes ele é um pequeno barco a navegar sobre um imenso mar, que desconhecemos. A sociedade norte-americana descobriu isso da forma mais dolorida. O símbolo emblemático do materialismo e do poder econômico tinha pés de barro e desabou vergonhosamente, deixando por trás de si escombros que cheiraram mal por meses a fio.</p>
<p style="text-align:justify;">Poderíamos nos colocar na posição de explorados pelo modelo e comemorar o acontecido. Ou como fez o presidente Lula, em relação à crise econômica, dizer que isso é coisa dos loiros de olhos azuis. Igualmente, neste caso, faríamos “filosofia de boteco”. Acho que podemos e devemos fazer mais. Pois na verdade, mesmo que de forma periférica, fazemos parte e alimentamos a ideologia desta sociedade que se propôs dominar a natureza, mas na verdade está na mão dela, pois desconhece sua verdadeira essência. A queda das torres acertou em cheio o orgulho e a autossuficiência da sociedade norte-americana, mas junto com ela todo o paradigma da sociedade ocidental, à qual pertencemos. Pois quando usamos nosso carro para nos deslocarmos da casa ao trabalho, nós esperamos que ele funcione, e esperamos que haja combustível nos postos de abastecimento, e a preços estáveis e baixos. E se algo mudar esta constância de nossas vidas, nós vociferamos contra os políticos. Ou seja, resumindo, quando o Sr. Bush jogou bombas no Iraque e no Afeganistão, foi em nosso nome, e em defesa de nosso modo de vida que ele o fez, por mais que isso seja difícil de admitir, numa conversa de boteco. E ainda hoje bombas são lançadas, e crianças são mortas. E ainda hoje é em defesa de nosso modo de vida que isso ocorre, desculpa eu jogar isso assim em sua cara, caro leitor.</p>
<p style="text-align:justify;">A afirmação acima pode causar alguma estranheza pelo modo como opera o Ocidente, que nos induz a sermos cegos para a totalidade. Nossa sociedade não é diferente de nenhuma outra, em sua ação concreta. Ela também mata para garantir seu modo de vida. Mas como dividimos a realidade em mil pedaços, cada um de nós faz uma pequena parte &#8211; e há mesmo os que fazem a parte suja, e são bem pagos para isso &#8211; de modo que nossa ação destruidora pode ser atribuída sempre aos outros: À Igreja, ao Estado, ao Sr. Bush ou à Sra. Margaret. Por isso aqueles jovens tomaram aqueles aviões, e o abstrato cuidou para que eles nos atingissem em cheio. Pois é evidente que esse modo de ser “falso” não continuará a existir assim indefinidamente. Chegará o dia em que teremos de “viver a verdade”, ou seja, o dia que teremos de inaugurar uma vida plena, transparente, saindo desse fetichismo e dessa mentira, que não é responsabilidade de ninguém, e ao mesmo tempo é de todos. E justamente, é para que isso aconteça que o abstrato nos envia sinais, e continuará enviando, até que compreendamos o que está em jogo. Então, foi para que abramos os olhos que aconteceu o 11 de setembro. Pois aqueles aviões, artefatos da tecnologia que achamos às vezes símbolos do bem, outras do mal, dependendo do “ponto de vista” pelo qual os consideramos, nos trazem um recado: que é hora de olharmos com mais cuidado para as torres de nossas certezas, pois elas tem pés de barro. Tentemos então decifrar o evento.</p>
<p style="text-align:justify;">Em primeiro lugar, vejamos em que consiste o ato terrorista. Longe de mim defendê-lo, mas o fato é que ele é em si o ato de alguém que prioriza um outro mundo, em detrimento deste. E o que preferimos ignorar é que um ato desse mesmo tipo jaz no fundamento de nossa sociedade. Quando Jesus Cristo optou por morrer, em nome de outro mundo, ele não se perguntou se isso no futuro geraria a morte de milhões. Ou seja, ele estava seguindo a orientação do “Pai”, que o levou a morrer na cruz em vista de um mundo novo. E justamente, essa aceitação do sacrifício em vista de algo alhures é que fez o ato de Jesus ser transformador, se constituindo em uma das raízes dessa sociedade tecnológica, que tirou as divindades do mundo para poder fazer ciência. Isso iguala seu ato ao daqueles jovens que voaram para a morte, e derrubaram aquelas torres. Como Jesus, eles tinham um acordo, e estavam seguindo um plano previamente traçado. Pela Al-Qaeda? É possível, mas não somente por ela, ou por qualquer outro interesse “deste mundo”. Alguma instância alhures quiçá quer que entendamos algo que nos escapa. Então ela fez aqueles aviões se chocarem exatamente no vazio das torres de nossas certezas, e elas vieram abaixo, trágica e vergonhosamente. Pois como aqueles jovens morreram em vida para este mundo, na medida em que decidiram se doar em vista de algo superior, o abstrato veio através de seu ato, e agora está diante de nós: decifra-me ou devoro-te!</p>
<p style="text-align:justify;">Aqueles jovens pensam algo de nós, caro leitor. E acredite, eles têm razão! Pois basta ser ser humano e pensar para ter razão. E quem disse isso, fomos nós mesmos, os “iluministas”.  Todos os pontos de vista são justificáveis, se nos colocarmos no ponto onde se formaram. E do ponto de vista daqueles jovens, nós somos hipócritas, falsos, e queremos destruí-los, a eles e a suas famílias. Pois eles olham para nós, e escutam lindas frases e promessas, mas nossa ação é de domínio pela força, de incompreensão pelos seus valores. Nós falamos em amor, mas praticamos a guerra e a espoliação. Se não se submetem a nossos interesses, ocupamos, destruímos, semeamos a discórdia. Falamos em igualdade, fraternidade e felicidade universal, mas construímos desigualdades, dor e destruição.  Como um Fausto que a tudo dominou, acabamos no final destruindo a pequena aldeia antiga, que é nossa raiz (qualquer semelhança com o Afeganistão não é mera coincidência). De modo que aqueles aviões vieram para mostrar, primeiramente, que somos cegos, e que nosso discurso é vazio.</p>
<p style="text-align:justify;">OK, os terroristas não são diferentes de nós, pois também eles buscam o lucro e a riqueza, e também eles matam e destroem. É verdade, e o que nos iguala a todos é justamente a cegueira do ser humano, que nos mantém num estado de total ignorância, onde nos mantemos presos uns aos outros como moscas numa armadilha. Aliás, não fomos nós que inventamos os conflitos no Oriente Médio. Se tomarmos o panorama daquela região nos tempos de Jesus, veremos que não mudou nada na essência. Continuam as facções lutando umas contra as outras, numa manifestação de violência e ódio. Nós apenas potencializamos o conflito, e o trouxemos para o palco, pois temos interesses naquela região (não é mesmo, caro leitor?) e por que somos a civilização da tecnologia e da destruição em larga escala.  E justamente, essa coincidência de ternos interesses naquela região conturbada do mundo, e a resistência do problema a uma solução efetiva, são os indicativos de que aí reside algo que não compreendemos. E agora esse algo veio até nós, e por uma “incrível coincidência” acertou exatamente em nosso ponto frágil, e derrubou aquelas torres. O que mais será preciso destruir, para que compreendamos o que está em jogo?</p>
<p style="text-align:justify;">Ora, o que está em jogo é que nós somos fundamentalistas, na origem, mas preferimos fechar os olhos para isso. Por isso nós dissemos linhas atrás que o Afeganistão é aquela pequena aldeia, que resiste a Fausto obrigando-o a passar sobre suas próprias raízes. E foi esse “atropelamento de si mesmo” uma das coisas que fez Fausto ficar cego, para não ver o que fizera. Nossa sociedade se funda na tradição grega, que seguiu o conselho de Parmênides e obstaculizou o não-ser, para poder racionalizar o mundo. Porém, no vazio que tal consideração de mundo provocou, se instalou uma pequena semente, que tomou o interior do edifício, e que no frigir dos ovos é algo equivalente ao que professam aqueles jovens. Por isso eles tomaram aqueles aviões, e nos acertaram em cheio, fazendo nossas torres gêmeas desabar. Então, foi também o não-ser que veio com aqueles aviões, e agora está parado aí diante de nós: decifra-me ou devoro-te!</p>
<p style="text-align:justify;">Nós dissemos acima que “preferimos fechar os olhos” para nosso fundamentalismo, mas isso é uma simplificação. O que ocorre é que nossa construção de mundo é dupla, o que nos provoca uma cegueira e uma “surdez”. Como uma sociedade de mercadores que somos, o mundo de objetos separados se transformou em um mundo de mercadorias, disponíveis a quem as puder comprar, ou tomar. Se investimos um valor em algo, queremos que nos dê retorno. Não vale mais aquele raciocínio pré-capitalista, de que “mais vale um gosto que um tostão no bolso”, mas sim o “raciocínio do mercador”, para o qual o mundo é visto como um investimento, de lucros e prejuízos. E quando nós falamos algo, estamos tentando vender um produto, nem que seja nós mesmos, e não interessa tanto se o temos na mão, mas o anúncio é como uma promessa, que depois vamos ver se cumprimos, ou apenas nos aproximamos dela. E quando vêm as reclamações dos “clientes”, nas fazemos “ouvidos de mercador”, ou seja, nós descartamos certas coisas pelo “bem do negócio”. Mas acontece que aqueles aviões vieram para nos dizer que está chegando ao fim o sentido do “negócio”, e que não podemos mais ignorar certas coisas que ouvimos, e descartamos.</p>
<p style="text-align:justify;">Sem dúvida todos nós somos contra a violência, a guerra, as desigualdades, e tudo o mais. Mas acontece que a cegueira inerente ao modo de construir o mundo nos impede de assumir plenamente a responsabilidade sobre nossas ações, e principalmente, nos impede de ver como afinal podemos entregar ao mundo e a nós mesmos o produto que anunciamos.  Como não vemos como fazer isso na prática, nossa ação no mundo torna-se vazia, apartada de nosso discurso, pois não abrimos mão de nossa vida por algo que não vemos como será afinal. Os fundamentalistas do Islã olham para nós, e não nos compreendem, como nós não os compreendemos, pois para nós não tem mais sentido morrer por algo, a não ser que esse algo seja uma vida eterna e plena de felicidade. E veja, é isso que promete nossa religião, mas nós a professamos como uma coisa morta. Então, aqueles aviões vieram para nos dizer que temos de decidir se acreditamos naquilo que falamos, ou não. No caso de dizermos não, temos de reduzir a nada a maior parte de nossos belos ideais, e nos resignar a uma vida miserável e mergulhada na mais profunda ignorância. No caso de dizermos sim, temos de encarar como uma verdade viva as coisas que professamos como uma esperança, e isso equivale a tentar efetivamente realizá-las na prática. Se somos uma sociedade de mercadores, pois tudo para nós é transformado em mercadorias, aqueles aviões vieram para avisar que está chegando a hora de entregar o produto, ou reconhecer o calote.</p>
<p style="text-align:justify;">Diante da questão colocada, se acreditássemos ser possível responder não, ou seja, responder que o que a humanidade fez ao longo das eras se limita a algo triste e vazio, nem teríamos perdido nosso tempo escrevendo este livro. Nós assumimos desde o início o sentido evolutivo, e nele nada é sem sentido, ainda que não consigamos compreender tudo o que está em jogo. Em vista disso, a resposta do autor é sim, ou seja, temos de caminhar para a frente, no sentido de dar acabamento à nossas palavras. Se fizermos isso, as torres cessarão de desabar, e o mundo fará silêncio, pois estará chegando a hora de ouvir novamente aquele antigo som.</p>
<p style="text-align:justify;">Originalmente, eram quatro os alvos dos terroristas. Mas somente o Word Trade Center foi atingido, e com uma eficiência que nos permite aventar que alguma coisa mais do que a Al-Qaeda, ou qualquer outro interesse deste mundo,  desejava que aquelas torres caíssem. Este fato, aliado ao fato de que os outros alvos não foram atingidos, ou o foram apenas em parte, nos permite ainda ver algo mais que o evento nos quer mostrar, qual seja: O que será atingido e desaparecerá num presumível novo modo de vida é a duplicidade matéria-espírito, ou a chamada “escatologia”, que descreve um mundo de objetos separados, mas ele é somente a ponta do iceberg. Essa duplicidade do mundo é que nos faz cegos para o abstrato e para nós mesmos, e por isso eram duplas as torres que desabaram. E como o mundo de objetos separados acabou se transformando, na sociedade ocidental, num mundo de mercadorias, das quais a “mercadoria dinheiro” é a forma por excelência, foi o seu símbolo, representando o mundo de objetos separados, que foi atingido. A destruição daquelas torres gêmeas, de forma apoteótica, nos anuncia um futuro que será o fim de nossa duplicidade, de nossa cegueira, e de nossa transformação do essencial em objetos separados, que em nós se transformaram em mercadorias acessíveis a quem as pode comprar, ou tomar.</p>
<p style="text-align:justify;">Porém, os outros alvos do atentado não sofreram prejuízos significativos. O Pentágono foi minimamente atingido, o que nos mostra que a organização do mundo não sofrerá mudanças significativas, mas será usada em um sentido absolutamente novo, colocando a importância em outra esfera, de modo desmistificado. Assim como a estrutura do Império Romano continuou após o advento do cristianismo, mas foi usada em outro sentido, também o Ocidente preservará sua organização, mas retirará sua atenção do concreto, e se abrirá para o abstrato, possibilitando enfim que haja uma pacificação efetiva do mundo e a humanidade possa se juntar num projeto coletivo. Também, o Capitólio e a Casa Branca não foram atingidos, sendo que o Capitólio foi defendido pelos tripulantes da aeronave, e a Casa Branca não foi sequer ameaçada, pois os que a iriam atingir foram pegos antes do próprio evento do 11 de setembro. Ou seja, os valores democráticos, de liberdade, igualdade e fraternidade, apesar de seu viés falso,  continuarão ilesos, pois eles são o centro do próprio movimento da criatura em evolução, em direção à felicidade para todos. A pomba branca, que esconde por traz da angelical aparência uma agressividade insuspeita, continuará a voar até que enfim sua mentira venha a se tornar verdade, de modo a permitir que o homem não seja mais o lobo de si mesmo, e outra ave – o mágico pássaro azul da felicidade – possa voar.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas para que isso aconteça, nós temos de compreender, e agir. A humanidade cristã está esperando a volta de Jesus. Se ele não voltou até hoje, é possível que não volte mais, ou que para que ele volte necessitemos fazer algo. Ou ainda, que essa anunciada volta signifique outra coisa, que nós ainda não compreendemos. E para que a compreendamos, e nesta compreensão avancemos na compreensão do mundo e de nós mesmos, teremos de primeiro compreender de um modo satisfatório, sem reduções simplificadoras e sem mistificação quem foi Jesus Cristo, e o que foi que o envolveu, e a nós mesmos.</p>
<p>_____</p>
<p><strong>Do livro “Quem Tem Ouvidos – Um Salto  do Pensamento para o Inconcebível” de<span style="color:#ff0000;"><em> João Batista Mezzomo</em></span> – Editora Besourobox – Porto Alegre (p. 457 à 465) &#8211; Enviado pelo Autor!</strong></p>
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		<title>Quando o humanismo se transforma no “desumano”</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 02:01:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[critica]]></category>
		<category><![CDATA[humanismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Penso que a erudição da filosofia e sua linearidade às vezes se perdem nos fatos e se situam apenas em maior grandeza nos solavancos entre épocas e em sua tensão dialética de períodos, quando um tenta ser melhor que o &#8230; <a href="http://filosofojr.wordpress.com/2011/04/17/quando-o-humanismo-se-transforma-no-%e2%80%9cdesumano%e2%80%9d/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=797&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;"><a href="https://lh6.googleusercontent.com/-EEhOCQdS2is/TXsEHUrpWaI/AAAAAAAAAQ0/F2KB_CabwMk/s1600/o-que-e-humanismo-e-quais-suas.jpg"><img class="alignleft" style="border:0 none;" src="https://lh6.googleusercontent.com/-EEhOCQdS2is/TXsEHUrpWaI/AAAAAAAAAQ0/F2KB_CabwMk/s1600/o-que-e-humanismo-e-quais-suas.jpg" alt="" width="285" height="291" border="0" /></a>Penso que a erudição da filosofia e sua linearidade às vezes se perdem nos fatos e se situam apenas em maior grandeza nos solavancos entre épocas e em sua tensão dialética de períodos, quando um tenta ser melhor que o outro. No entanto, assim como o positivismo foi outrora algo “promissor”, esta mesma tensão dialética não aponta para o futuro sinais de melhorias no ser humano quando o mesmo preserva ainda instintos “medievais” e um inexorável desejo de sobrepujar as emoções através da razão.</div>
<p style="text-align:justify;">Por assim dizer, notamos cada vez mais uma sociedade advinda de um movimento que por sua vez, novamente, era a bola da vez nesta “dialética”: o renascimento.<br />
É obvio que aqui devemos usar aspas para muitas questões perpetradas durante o período medieval, de forma substancial àquelas relacionadas ao poder das instituições e do uso das questões “divinas” ao bel prazer de seus fins.<br />
Oras, por mais extenso que seja este assunto, e por mais extenuante que seja suas nuanças, qual seria de fato a régua para a medição da melhoria do homem enquanto individuo? Talvez neste processo apenas pulamos de uma extremidade para a outra: o “Egocentrismo”, a individualização, a falta de noção de alteridade e a cada vez mais crescente perda de identidade mediante a virtualidade (lê-se virtualidade aqui, ipsis litteris, no sentido de uma consciência que não a minha, a verdadeira perda do sujeito cognoscente).<br />
Penso que não há muita diferença entre um advento “medieval”, no que tange o homem olhar dentro de si mesmo, para nosso momento atual onde prevalece um niilismo provindo da saturação do conhecimento, o homem prestes a “explodir”.<br />
Isto é um simulacro, uma realidade “virtual”, é o fato da ciência, como a praticamos hoje, seja possível prova de que os instintos elementares que protegem a vida deixaram de funcionar. Talvez qualquer verdade que ameaça a vida não é uma verdade. É um erro.<br />
O império da razão instrumental e seus desdobramentos é um verniz social apenas, isto gera otimismo. Sua insistência na forma, na beleza visual e na compreensão racional ajuda a fortificar-nos contra o terror de nossas emoções , e contra o frenesi irracional que elas produzem.<br />
Por fim, gostaria de citar Nietzsche , quando ele recorda a velha lenda na qual o rei Midas procura Sileno, o companheiro constante de Dionísio, e lhe pergunta: “qual a maior felicidade do homem?” O demônio permanece mal humorado e sem se comunicar, até que finalmente, forçado pelo rei, solta um riso agudo:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>“Patife efêmero, nascido por acidente e trabalho árduo, por que me obrigas a dizer-te que seria tua maior benção não ouvir? o que seria melhor para você está fora de seu alcance: não ter nascido, não ser nada, mas a segunda melhor coisa é morrer cedo”.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Bem, de fato , se perceberem,isto é uma alusão à obliteração contemporânea do homem para consigo mesmo, e já que usei esta lenda recobrada por Nietzsche em sua filosofia, finalizo dizendo que a cultura helênica apenas suportou essas terríveis verdades com a ajuda de outro deus: Apolo, que nada mais é do que a razão sobrepujando as emoções.<br />
Penso que há de fato apenas uma tênue linha que separa o homem atual de seu antepassado mais primitivo, e por certo a pretensa erudição que o pensamento ocidental proporciona, no que tange sua racionalidade, não é o cerne para as questões mais humanitárias enquanto homem e sua alteridade, e espelho existencial.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>Publicado no <a href="http://cogitoinexcelsius.wordpress.com">http://cogitoinexcelsius.wordpress.com</a></strong></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/filosofojr.wordpress.com/797/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/filosofojr.wordpress.com/797/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/filosofojr.wordpress.com/797/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/filosofojr.wordpress.com/797/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/filosofojr.wordpress.com/797/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/filosofojr.wordpress.com/797/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/filosofojr.wordpress.com/797/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/filosofojr.wordpress.com/797/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/filosofojr.wordpress.com/797/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/filosofojr.wordpress.com/797/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/filosofojr.wordpress.com/797/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/filosofojr.wordpress.com/797/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/filosofojr.wordpress.com/797/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/filosofojr.wordpress.com/797/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=797&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sobre o Nascimento da Filosofia</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Mar 2011 14:04:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Para podermos compreender melhor a questão do nascimento da Filosofia, precisamos retomar alguns pontos importantes da história da civilização grega. Precisamos atentar para pelo menos 4000 anos atrás. Voltar ao século 20 a.C. A Grécia costuma ser dividida em quatro &#8230; <a href="http://filosofojr.wordpress.com/2011/03/12/sobre-o-nascimento-da-filosofia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=727&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://filosofojr.files.wordpress.com/2011/03/jonios1.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-728" title="jonios1" src="http://filosofojr.files.wordpress.com/2011/03/jonios1.png?w=300&#038;h=238" alt="" width="300" height="238" /></a>Para podermos compreender melhor a questão do nascimento da Filosofia, precisamos retomar alguns pontos importantes da história da civilização grega. Precisamos atentar para pelo menos 4000 anos atrás. Voltar ao século 20 a.C.</p>
<p style="text-align:justify;">A Grécia costuma ser dividida em quatro grandes períodos. O primeiro período vai do século 20 a.C até o século 12 a.C. Esse período é chamado de pré-homérico e compreende o inicio da formação definitiva da civilização grega. Por volta do século 12 a.C a invasão dos Dórios atacando os povos Aqueus fizeram com que a população fugisse dos centros para o interior das cidades. Esse fato gerou a primeira <strong><em><span style="text-decoration:underline;">diáspora</span></em></strong> grega. Nesse período houve a formação dos <em>Genos</em>. Com os <em>Genos</em> é marcado o fim do primeiro grande período dando inicio ao período homérico. O nome deste é assim atribuído, devido ao fato de o que sabemos sobre esse período está narradas na Ilíada e na Odisséia, poesias atribuídas ao poeta Homero.</p>
<p style="text-align:justify;">Os <em>Genos</em> eram uma espécie de grande família – um clã com regime patriarcal. Liderados sempre pelo homem mais velho, tinham terras férteis. Do século 12 ao 8 a.C os <em>Genos</em> passaram por um crescimento populacional muito forte. Eles não tinham subsídios suficientes para as famílias. Isso levou ao separamento das famílias, privatização das terras, o que gerou diferenças de classes e sociais. Houve também o principio da escravidão.</p>
<p style="text-align:justify;">Com o isso tivemos o surgimento da Polis (cidades-estados). Assim começa no século 8 a.C o período arcaico. Esse período marca o inicio da colonização grega em cidades vizinhas. Surge o alfabeto grego, dando assim um avanço significativo em relação à cultura. Isso marca o começo da Literatura e da Filosofia. Assim por volta do final do século 7 a.C começo do século 6 a.C temos o inicio do período clássico. Surge durante esse período à forma de pensar critica, abandonando gradualmente a aceitação pura e completa do mito. Surge assim a Filosofia.</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Erisvaldo Correia</strong></span><br />
<em>Licenciando em Filosofia &#8211; 2º Ano &#8211; UNICLAR.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/filosofojr.wordpress.com/727/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/filosofojr.wordpress.com/727/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/filosofojr.wordpress.com/727/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/filosofojr.wordpress.com/727/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/filosofojr.wordpress.com/727/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/filosofojr.wordpress.com/727/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/filosofojr.wordpress.com/727/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/filosofojr.wordpress.com/727/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/filosofojr.wordpress.com/727/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/filosofojr.wordpress.com/727/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/filosofojr.wordpress.com/727/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/filosofojr.wordpress.com/727/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/filosofojr.wordpress.com/727/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/filosofojr.wordpress.com/727/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=727&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Agostinho e a Ética Cristã</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jan 2011 14:36:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webcorreia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O livro as confissões de Santo Agostinho pode ser comparado a uma autobiografia, dada ao passo que ele se dispôs a confessar – narrar fatos e pensamentos. Um dos temas predominantes na obra é a questão da Ética. Agostinho mostra-se &#8230; <a href="http://filosofojr.wordpress.com/2011/01/05/agostinho-e-a-etica-crista/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=filosofojr.wordpress.com&amp;blog=3283179&amp;post=709&amp;subd=filosofojr&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O livro as confissões de Santo Agostinho pode ser comparado a uma autobiografia, dada ao passo que ele se dispôs a confessar – narrar fatos e pensamentos. Um dos temas predominantes na obra é a questão da Ética. Agostinho mostra-se inicialmente seduzido pelo maniqueísmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Santo Agostinho se afasta do pensamento maniqueísta através do contato com o pensamento platônico e sua conversão ao cristianismo. Agostinho percebe que o verdadeiro caminho para a felicidade esta em amar a Deus e seguir os passos deixados por Jesus Cristo.</p>
<p style="text-align:justify;">Para o teólogo cristão, é infeliz o homem que conhece as coisas, mas desconhece o pai criador das coisas, pois assim sendo ele na verdade nada conhece. Podemos perceber em Agostinho, que a Ética como ciência dos atos morais mostra-se ligada ao pensamento cristão.</p>
<p style="text-align:justify;">O cristianismo reflete as condições necessárias para que as pessoas possam viver em consonância umas com as outras – em uma sociedade devota e feliz. Aliás, essa felicidade – primeiro principio da ética, pois aqui se fala na felicidade não do ser individual, mas no ser em comunidade, pois assim prega o cristianismo -, só pode ser alcançada se as virtudes dos homens não forem propensas aos pecados carnais, capitais, e qualquer tipo de vicitude que possa ser pecar contra Deus. Aqui, a ética cristã mostra-se como um fio condutor nas questões que possam ser pertinentes com relação ao que possa parecer ser erros humanos.</p>
<p style="text-align:justify;">Agostinho mostra nas Confissões que a ética não esta separada apenas aos caminhos da felicidade, mas como parte da resolução do problema sobre a origem do mal – pois se Deus existe, é bom e criador de tudo que há no mundo, quem poderia ter criado o mal? Com o afastamento do pensamento maniqueísta, Agostinho propõe que o mal não pode ser outra coisa a não ser a privação do bem.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim podemos perceber que ao designar que o homem se afasta das verdades e da bondade divina para seguir caminhos que o levem a um bem próprio, ou seja, um bem não seja coletivo, que não vise a felicidade de todos, este esta se afastando do bem.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao se afastar do bem, eis que surge o mal. O homem esta propenso ao bem como esta propenso ao mal. A única via da felicidade segundo os princípios da ética cristã proposta por Santo Agostinho é a busca de Deus. O perdão pode ser alcançado por aqueles que o desejam e buscam, pois ele próprio em suas confissões deseja mostrar que Deus não exclui ninguém, mas ao contrario quer receber todos aqueles que assim desejarem, mas primeiramente deve-se querer.</p>
<p><strong>Bibliografia de Pesquisa</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>AGOSTINHO</strong>. <em>“Confissões”</em> – São Paulo: ed. Nova Cultural, 1999 (Coleção Os Pensadores).</p>
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