A maior invenção humana certamente foi a linguagem. É por meio dela que representamos para o mundo o que somos, pensamos e agimos. Para isso podemos utilizar as diversas linguagens existentes: imagética, corporal, verbal, etc. Sendo a linguagem verbal a mais complexa delas, seja em sua forma oral ou escrita. Seus elementos representam e estabelecem entre si a mesma ordem apresentada pela sociedade.
As palavras surgem por necessidade humana e, por necessidade humana, dividem-se morfologicamente (estudo das classes). Relacionam-se do mesmo modo que o homem se relaciona com o outro, com o mundo, consigo. O estudo da análise sintática comprova-nos essa teoria.
Os termos essenciais sujeito e predicado representam o homem e suas ações, sendo que o sujeito, aquele que pratica uma ação, mesmo ausente estabelece a concordância do predicado que o completa, as ações realizadas e as consequências dessas ações. As ações humanas perpetuam-se e determinam sua vivência, sua herança social e mesmo sendo ele ausente suas ações continuam a falar por ele.
Nossas ações nos integram socialmente, nos liga ao outro, direta ou indiretamente. Os termos integrantes possuem: os verbos, que representam nossas ações; os complementos verbais: objeto direto ou indireto, aqueles a quem afetamos, direta ou indiretamente; e os complementos nominais, os que se ligam a quem nós afetamos e os modifica, determinam como são ou mesmo quem são. E, por fim, os termos acessórios, representantes de tudo que é fútil, perecível, de tudo que podemos deixar para trás quando temos um objetivo, mas representante dos detalhes que nos diferenciam. São eles os adjuntos adnominais e adverbiais.
Logo, refletindo sobre as relações dos elementos da linguagem verbal percebemos a forma pela qual ela representa e explicita as relações sociais. Ou será mero acaso que a linguagem modifica-se com a mesma rapidez que modificam-se as relações humanas?
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Daiana Fonseca é professora da rede pública do Município de São Paulo, formada em Letras e Filosofia, é também autora do livro “Janelas Descobertas”.







Texto muito interessante pela simplicidade com que expõe um assunto que poderia ser considerado complexo…
Gostei!