“sem sinais, também dificilmente nos elevaríamos ao
pensamento conceitual” (Frege)
Seguindo pelo pensamento exposto por Frege em nossa epigrafe, temos um primeiro apontamento não apenas para a importância, mas também para a necessidade de uma utilização simbólica no estudo de nossos raciocínios. Frege procura mostrar que os símbolos[1] são importantes, pois não nos apresentam ambiguidades. Ele mostra seu ponto de vista com relação aos aspectos da linguística.
Frege tenta demonstrar que as palavras na linguagem podem ser expressas com determinados erros. Os símbolos exprimem seu sentido no momento em que observamos e entendemos o mesmo.
A linguagem de fórmulas da aritmética é uma conceitografia, pois exprime imediatamente o assunto, sem a mediação do som. Nesta medida ela obtém a concisão que permite acomodar o conteúdo de um juízo simples em uma linha (FREGE, p.194)
Partindo para uma explanação além dos conceitos Fregianos, podemos perceber a importância do uso da simbologia dada à possibilidade de identificar em pressupostos argumentos tidos como válidos sua invalidade. Ao passo que usamos os símbolos em conjunto com a tabela de verdade podemos averiguar corretamente as possibilidades de um raciocínio ser ou não valido.
Assim, o pensador define o sinal como uma forma válida de entendimento direto dos conceitos, proporcionando uma melhor compreensão universal nos fundamentos da ciência. Ele, segundo suas próprias palavras, não “nega que mesmo sem os sinais a percepção de uma coisa pudesse reunir a sua volta um conjunto de imagens da memória (p.191)”
Frege aborda assim que a linguagem comum usada na lógica clássica é inadequada, imperfeita, pois carece de precisão nos sentidos. As ambiguidades causadas pelos termos em determinados momentos podem nos levar a problemas e resoluções imprecisas. Assim ele defende o uso da linguagem simbólica artificial, que não nos deixariam lacunas em nossas observações.
BIBLIOGRAFIA
FREGE, Gottlob. “Sobre a Justificação Cientifica de uma Conceitografia”. (p. 190 a 195) Tradução de Luís Henrique dos Santos in Coleção Os Pensadores.
FREGE, Gottlob. “Vida e Obra do Pensamento”. (p. 178 a 188) Tradução de Luís Henrique dos Santos in Coleção Os Pensadores.
[1] No texto Sobre a Justificação Científica de uma Conceitografia, Frege usa o termo Sinais e não símbolos.






