Anaximandro de Mileto ( 610-545 a.C )
Anaximandro foi discípulo de Tales na Escola Jônica Antiga, cujos membros acreditavam que o Universo era estático, e procurou aprofundar as idéias do mestre sobre a origem de todas as coisas. Em meio a tantos elementos observáveis no mundo natural, água, fogo, ar, terra, ele acreditava não ser possível eleger uma única substância material como princípio primordial de todos os seres, isto é , a arqué.
De acordo com o autor Ubaldo Nicola na sua obra Antologia Ilustrada da Filosofia, “Anaximandro foi o primeiro a usar o termo arqué, que em grego significa o princípio, o fundamento, aquilo do qual tudo se originou e que mantém o mundo vivo”.[1]
Para o pré-socrático, esse princípio era algo que estava acima dos limites do observável, ou seja, não se situava numa realidade ao alcance dos sentidos. Por isso, denominou-o o ápeiron, termo grego que significa o infinito, o ilimitado, o indeterminado. Segundo ele, a arqué, ou seja, o ápeiron, só poderia ser alcançado pelo pensamento e pelo intelecto. Da mesma forma que Tales dizia que tudo começava com a água, se desenvolvia com a água e terminava na água, Anaximandro dizia que todas as coisas surgiam do ápeiron e retornavam ao ápeiron. Essa crença prenuncia a máxima de Einstein que diz que “ a matéria não pode ser criada nem destruída”.
Encerro aqui este pequeno texto a respeito do filósofo pré-socrático Anaximandro de Mileto, e espero ter contribuído de alguma forma para o conhecimento de todos os visitantes deste site. O próximo artigo será sobre o também milesiano e jônico Anaxímenes. Desde já agradeço a sua visita caro leitor.
Um abraço.
[1] NICOLA, Ubaldo. Antologia ilustrada da Filosofia p. 15
25 Junho, 2009 às 11:21 am |
eu acho que filosofia e muito importante ensina a gente a aprender o que e cada histora de vida significa em nossas vidas e na filosofia de hoje