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Filosofia no Brasil

Onde estão nossos Filósofos?

Hoje é muito comum falarmos em grandes pensadores como Marx, Nietzsche. Lembramos até dos mais antigos como Sócrates, Platão, e não deixamos escapar os mais falados atualmente como Heiddeger ou até mesmo Sartre. Mas, onde estão os nossos pensadores? Onde estão os filósofos brasileiros?

Se pararmos para analisar, atualmente é mais fácil alguém falar em Rorty, Marx, Tales, Voltaire do que falar na Filosofia brasileira. Obviamente que todos esses pensadores devem fazer parte de nossos conhecimentos, pois são eles que nos deixaram um grande legado de estudos.

Mas ainda assim, onde entramos nessa história? Temos grandes pensadores da atualidade que talvez só não sejam figuras comentadas no ensino da Filosofia porque ainda estão vivos, ou até mesmo porque são brasileiros. Será que daqui uns cem anos quando eles já estiverem mortos é que a Filosofia irá parar para estudá-los? Quando perguntamos sobre algum livro que nos explique sobre algum assunto de Filosofia, as respostas são sempre as mesmas; Leia o livro de Regis Jovilet; Procure um livro de Wiliam James; Compre A Republica de Platão… e assim por diante. Poucos conhecemos sobre a nossa própria Filosofia. Pergunto por exemplo: Além de Marilena Chauí que está sempre na mídia, que outro filósofo brasileirovocê conhece? Eu posso indicar muitos, mas o grande problema é que a própria filosofia não estuda. Não coloca suas idéias em evidência. É muito mais fácil eles serem conhecidos na hora de traduzir um texto de algum grande pensador internacional, do que por algum trabalho que tenha publicado com seus próprios pensamentos. E se não fosse o bastante, eles ainda publicam livros explicando sobre a Filosofia de outros pensadores.

Agora pare e pense. Se você mesmo não publica seus próprios pensamentos, como você espera que a Filosofia seja tratada neste país que já sofre com a grande sombra das pessoas que vêem na matéria apenas algo que serve para encher currículo?

Pense nisso.

______
Texto: Erisvaldo Correia
(Licenciando em Filosofia) CEUCLAR-SP
Revisão por Danilo Freire

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38 Comentários

  1. manezinho disse:

    adoro issoo

  2. Luzia Cardoso de Souza disse:

    Por é tão dificil encontrar conteúdos sobre a filosofia no Brasil?

  3. Rejane Andrade disse:

    Por favor o Senhor poderia me passar a lista de filosofos brasileiros, sou professora do ensino médio e tenho muita dificuldade de encontrartrabalhos sérios escrito por brasileiro, concordo quando escreve que somente a Sra. Marilena esta na midia, onde fica o resto do pessoal….

    • Rafael disse:

      ra quem diz que não existem Filósofos no Brasil!
      Aqui segue um lista com seus representantes.
      Por favor! Não confundam Professor Universitário comentador com filosofo. Esses aqui escreveram a partir de si:

      Miguel Lemos (Brasil, 1854-1917). Criador, com Teixeira Mendes, da Sociedade Positivista de Rio de Janeiro. Autor de Resumo histórico do movimento positivista no Brasil (1881), Ortografia positivista (1888), entre outros.

      Raimundo Teixeira Mendes (Brasil, 1855-1927). Foi autor, junto com Lemos, dos livros Circulares anuais do Apostolado positivista no Brasil (1881) e A nossa iniciação no Positivismo (1889).

      Tobias Barreto (Brasil, 1830-1899). Jurista e filósofo, membro-fundador da Escola de Recife; estuda o positivismo na sua vertente puramente teórica, sem os elementos religiosos dos antecessores; autor de Introdução ao estudo do direito e Estudos alemães (1883).

      Nísia Floresta (Brasil, 1810-1885). Escritora, principal representante feminina do positivismo brasileiro. Manteve correspondência com o fundador do positivismo europeu, Auguste Comte. Autora de Direto das mulheres e injustiça dos homens (1832), Conselhos à minha filha (1842) e A lágrima de um Caeté (1849).

      Jackson de Figueiredo (Brasil, 1891-1928). Pensador espiritualista cristão, de tendência fideísta, autor de Algumas reflexões sobre a filosofia de Farias Brito (1916) e Pascal e a inquietação moderna (1922).

      Raimundo de Farias Brito (Brasil, 1862-1917). Jurista e filósofo, pensador espiritualista, existencial, pessimista e anti-positivista, autor da ambiciosa obra Finalidade do Mundo (em 3 volumes publicados em 1894, 1897 e 1905), e de O mundo interior (recentemente publicada pela editora do Senado, Brasília, 2006) A base física do espírito e A verdade como regra. O mais importante filósofo brasileiro deste período.

      Graça Aranha (Brasil, 1865-1931). Romancista e esteta, aluno de Farias Brito, autor de Esthetica da vida (1920), um curioso livro de estética metafísica, de Viagem maravilloso (1928), e do romance Canaã. Vinculado com a Semana de Arte Moderna de 1922, escreve numa linguagem muito peculiar, que mereceria estudo pormenorizado.

      Vicente Ferreira Da Silva (Brasil, 1916-1963). Começou como estudioso da lógica matemática, publicando um dos primeiros livros sobre a área, Elementos de lógica matemática (1940), sendo o assistente de Quine na sua visita ao Brasil em 1942. Mas depois sofreu uma transformação e se tornou um dos mais importantes pensadores existenciais e metafísicos. Autor de Exegese da ação (1949), Dialética das consciências (1950), Introdução à filosofia da mitologia (1955) entre outras.

      Paulo Freire (Brasil, ). Pedagogo e pensador social. Autor de Pedagogia do oprimido (1970), obra de enorme projeção internacional, e de Educação para a práxis da liberdade (1972), entre muitas outras. Teve marcada influência nas idéias-guia da filosofia da libertação.

      Miguel Reale (Brasil, jurista e filósofo, autor da teoria tridimensional do direito); Vilém Flusser (Checo, naturalizado brasileiro, ensaísta e estudioso dos novos meios de comunicação, autor de Fenomenologia do brasileiro e História do diabo); Gerd Bornheim (filósofo gaúcho, da linha existencialista, autor de Sartre e O idiota e o espírito objetivo); Ernildo Stein (Filósofo gaúcho, vem do pensamento heideggeriano e elabora uma filosofia hermenêutica, autor de Melancolia, Mundo vivido, Racionalidade e existência e Órfãos da utopia. A melancolia da esquerda); Luiz Sérgio Coelho de Sampaio (lógico, autor da Lógica da diferença), Newton Da Costa (lógico de projeção internacional, criador das
      lógicas paraconsistentes), Carlos Cirne-Lima (autor de uma teoria dialético-neoplatônica a partir de uma crítica interna à Hegel, autor de Acerca da contradição e Depois de Hegel) e Julio Cabrera (Argentina), filósofo da lógica, ética e da linguagem num viés pluralista e crítico, e de uma teoria do cinema.

  4. José claudio barbosa de jesus disse:

    É com muita tristeza que digo. valorizamos tanto a cultura, musica, pensamentos e tantas outras coisas boas de outros país e abadonamos os talentos lindos e maravilhosos de nossa terra.
    Assim como a gota de orvlho de cada manhã ou a cada particula de pó do nosso sertão ou até memo como os grãos de area em nosso lindo brasil, passando pelo verde da amazonia como o encontro de nossos rios ao mar ou em agua doce, como nosso ouro e pedras preciosas.
    Precisamos tirar as tempestades e nuvens de nossas mentes brilhantes e deixar, que elas flua suavemente contemplando a beleza que DEUS deixou. Fazendo resoar em nosso solo brasileiro as maravilhas e riquzas de nossa cultura.
    Todos nós somos culpados da falta de filosofos.
    Quando tivermos pessoas que ama a filosofia em nosso Brasil sem pensar no dinheiro teremos filosofos. E eles existem só não são reconhecidos.
    Parabens aos professores que se preocupa com os filosofos brasileros.
    PAZ E BEM A TODOS

  5. Gilberto alexandre disse:

    Sou da Cidade de Caem/Ba,amo filosofia mais sinto falta de grandes pensadores brasileiros,não há muita divulgação,gostaria de ver debates inteligentes sobre temas que temos dificuldades em esclarecer-mos com ideias de pensadores Brasileiros.
    Me identifico com Emanuel Kant e outros.
    Mais gostaria de ter influência de alguns Brasileiros.

  6. Maria disse:

    Por favor, gostaria que o senhor enviasse uma lista dos filosofos brasileiros mais relevantes. Sou professora de Filosofia e gostaria de passar para os meus alunos um pouco sobre a filosofia brasileira.
    Grata.

    • webcorreia disse:

      Ola Minha Querida…peço desculpas pela demora em minha reposta…
      tive problemas com o servidor do site…
      mas estou atualizando novamente…

      envio sim… no maximo até o dia 10/07 enviarei uma lista e alguns links…
      fico feliz de saber que a Filosofia BRasileira não morreu…

      Mas deSculpe a sugestão..
      antes de falar de outros pensadores….
      aborde com seus alunos suas idéias.. seus pontos de trabalho…
      aborde com eles a sua filosofia….
      isso é muito importante!
      bjos

    • lindemberg disse:

      já que voce mencionou o desejo de conhecer filosofos brasileiros vou te indicar alguns, procure por Tobias Barreto,josé soriano de souza (escola do recife-para mim iniciadores da filosofia por aqui) e os contemporaneos,Leonel franca,Henrique Cláudio de Lima Vaz, rubem alves

  7. carol disse:

    gostei muito dos texto sobre a filosofia..!

  8. José Euriper F. Casanova disse:

    A filosofia surge em todo o mundo de acordo com a necessidade de cada tempo e local. Embora eu saiba quase nada, mesmo assim, admiro a filosofia latinoamericana, cujos temas dizem muito a respeito de nossa realidade.
    Fomos formados numa filosofia importada, por isso não aprendemos a valorizar nossos pensadores. Mas estes não são em nada insignificantes em relação aos não-nacionais. Eles se destacam consideravelmente nos raros encontros de pequenos grupos por esse país fora.

  9. eu gostei muito desse texto.
    porque ele fala dos filosofos isso serve pra trabanho ne de escolas,facudade e etc.
    ele e importate de ms pra todas as pesseoa que estuda

  10. glenda santana disse:

    sera q vc pode passa um lista com os filosofos brasileiro preciso fazer um trabalho com todos eles?

    • webcorreia disse:

      Existem muitos pensadores brasileiros – tanto mortos como vivos!

      Recomendo pesquisar sobre:
      Gerd A. Borheim;
      Leonel Franca;
      Farias Brito;
      Claudio Ulpiano;

      Uma dica legal: Pesquise sobre o trabalho que o Filosofo Paulo Ghiraldelli Jr. faz. É muito legal e ele ainda esta vivo!

      • João Batista Mezzomo disse:

        Interessante o trabalho do Ghirardelli? Você deve estar brincando….
        Só por que manifestei em seu blog o que penso sobre a filosofia analítica, mais especificamente sobre B. Russel, o qual não considero um filósofo, mas um matemático que achava que era filósofo, o Ghirardelli disse para mim ir para casa e me matar….
        Só rindo de uma asneira dessa, que de resto casa bem com um admirador do Russel…
        Respondi que por essas e pir outras podemos começar entender por que o primeiro filósofo foi condenado. De fato filosofia encomoda.
        Mas como ele não pode me condenar, nem me causar o mínimo temor, e não podendo rebater meus argumentos, teve como última alternativa bloquear meus comentários, os quais apagou de seu resplandecente blog. Ficou apenas sua primeira resposta, que sem minha manifestação inicial ficou sem sentido. Isso tudo referente a um artigo em que falava que os “filósofos brasileiros” (alguém sabe o que é isso?) devem vir para o debate. Mas descobriu que para isso tem de ter mais “farinha no saco”, e bateu em retirara. Imagino que tenha “voltado para a casinha”.

  11. GERALDO disse:

    REF: ENCONTRO NAC. DA ANPOF – 04 A 08/10/2010.

    Fazemos uso do presente para colocar ao vosso dispor o PLAZZA HOTEL de Águas de Lindóia para hospedagem de todos os participantes do evento, conforme segue:

    PLAZZA HOTEL APTO. STD. APTO. SUP. APTO. LUXO
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    Maiores informações: Tel (19) 3824 1411, plazza@plazzahotel.com.br ou http://www.hotelplazza.com.br,

    Att.

    Jose Geraldo Piassa
    Depto. Comercial

  12. Adorei o site, parabéns pela iniciativa. Mudando de assunto, acredito que temos sim grandes filosofos brasileiros, apenas não são lembrados e reconhecidos.
    Será que José de Anchieta e Manuel da Nobrega não foram filosofos? No Claretino temos uma disciplina de Filosofia no Brasil e estudamos os dois entre outros.
    Forte Abraço.

  13. MARIO DE SOUZA R. SOLEDADE NETO disse:

    A UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA ( UEFS) JÁ CONTA ESTE ANO DE 2010 COM O CURSO DE FILOSOFIA, IREI FAZER O VESTIBULAR PRA ESTA AMTERIA, SOU CRITICO, OBSERVADOS, SÓ DEPOIS TIRO CONCLUSOES, ESPERO PODER GOSTAR E MUITO DA MATERIA E DE ALGUMA FORMA CONTRIBUIR PRA MELHORA DA CIDADE DO ESTADO E DESTE PAIS. SAUDAÇOES A TODOS.

  14. DIOGO ROGER disse:

    A filosofia no brasil não morreu,o pais é um cenario perfeito para mentes criticas,precisamos usar nossa condição e ter predisposição sempre para atuar,pensar influenciar.o filoso é por natureza positivo por que conhece a vida como um todo e precisamos usar e unir competencia e talento para despertar varias mentes escondidas nesse pais, e depois teremos filosofos efetivamente reconhecidos nesse pais recalcitrante.

  15. João Batista Mezzomo disse:

    Olá pessoal,

    Este ano foi lançado um livro de filosofia genuinamente brasileira que poderá dar o que falar. Além de fazer um apanhado geral da filosofia já feita, em linguagem muito acessível, ele também delineia uma hipótese muito original, fruto de um pensar brasileiro amadurecido em décadas.
    Estou falando do livro “Quem tem ouvidos – Um salto do pensamento para o inconcebível” de João Batista Mezzomo (que por sinal sou eu mesmo..hahaha).
    Pois é, corroborando o que foi dito aqui, os filósofos brasileiros não acham espaço, então tenho de falar de mim mesmo.
    Acho tudo isso que falei de meu livro, e já tenho dezenas de leitores que acham também, alguns me escreveram e-mails emocionados. E foi um livro que levei de fato décadas desenvolvendo. Acabei indo fazer filosofia para concluí-lo. Gosto de dizer que fui laureado na filosofia, coisa rara, pois é a minha credencial. Já enviei o livro a vários “filósofos” (será que são mesmo? Ou meros repetidores de pensares alheios?) consagrados, e todos que conversei elogiaram o livro, mas não tem coragem de me indicar para os círculos acadêmicos. Se sentem ridículos se demonstrarem pensamentos originais, ou se indicarem alguém que tenha coragem de os ter.
    Eu pergunto, meus amigos, quando alguém no Brasil teve a ousadia de escrever um livro de 512 folhas, que tenta ultrapassar todo o pensamento já pensado? E para quem essa pessoa deveria apresentar tal livro? Para o bispo?
    Desculpem o desabafo. Concretamente, se alguem que me lê, ou o próprio pessoal do site, se dispuser a avaliar meu livro, eu o envio gratuitamente (está R$ 59,90 na livrarias). Mas depois vou querer uma resposta, nem que seja pra me malhar.

    Grande abraço pessoal.

    João Batista Mezzomo
    (jmezzomo@hotmail.com)
    Porto Alegre

  16. Pâmella disse:

    Concordo! Tenho um trabalho pra fazer sobre filósofos brasileiros, a única coisa que encontro são as listas com nomes. Mas preciso de algo relacionado ao todo e não individualmente.

  17. Iara disse:

    olá gente,em meu curso, tenho a disciplina de Filosofia da Educação e aprenderei sobre os filósofos brasileiros gostei muito do artigo!

  18. layla lohanny disse:

    adoreiii o texto e concordo pois quase ninguem liga para os filosofos brasileiros, e eu acho que e por isso que o mundo ta assim!!!!!! sem educaçao e conhecimento em primeiro lugar o brasil!!!!!!!

  19. hivana disse:

    antes naum tinha interesse sobre, oq é a filosofia?, ms comessei a procurar mas partir do momento q meu prof° de filosofia nos passou p/ fasr um trabalho sobre filosofia no brasil,e passeia ter mais interesse ou seja a ter interesse sobre o assunto!!
    E achei bem interessante as suas idéias impostas!!
    é legal e diferente porisso mesmo q é interessante , poq vc põn suas idéias e naum traduz as dos filosófos internacionais, poís é isto q eles hj fazem, os filosófos do brasil, e é q se teim, e olha filósofo brasileiro exatamente naum são, poq estão sendo tradutores dos outros internacionais
    !!estou passando a saber mais e me interessando mais,rrsrsrsrs
    é kuando temos vontade de aprender e intendemos o q estamos estudando como a matéria filosofiae e tambm curiosidade pra surgirem os questionamentos, é por aí q comessamos fasr á parte desse mundo difênte dos filósofos(qm mostra seus penssamentos), é fácil é só querer!!e vc comessa á fasr parte disto, á mostrar sua idéias, e ísto é legal…

  20. João Batista Mezzomo disse:

    Olá pessoal,

    Estou eu aqui de novo falando de meu livro. Se alguém quiser ter uma idéia de seu conteúdo, pode consultar nos sites abaixo:

    http://cafesfilosoficos.wordpress.com/2011/01/27/sorteio-quem-tem-ouvidos-um-salto-do-pensamento-para-o-inconcebivel/

    http://www.consciencia.org/quem-tem-ouvidos

    Grande abraço a todos os amantes de sofia.

    João Mezzomo
    Porto Alegre

  21. Macedo disse:

    Olá,

    Gostei do artigo. Na verdade, penso que este problema não apenas com a área da Filosofia. No meio da Teologia, por exemplo, acontece o mesmo, principalmente na Teologia Protestante. A maioria dos autores estudados na Teologia Protestante são norte-americanos, ingleses ou alemães.
    Tenho para mim que temos um problema que remonta desde o começo de tudo, desde quando Portugal chegou por essas terras. Criou-se aquela idéia de que o “bom/melhor” é o que vem de fora ( do Exterior). Não por acaso, até pouco tempo, as familias “burguesas” do Brasil mandavam seus filhos estudar na Europa. Professor preparado é aquele que se formou na Europa – Até hoje essa mentalidade perdura nas Universidades brasileiras e não só entre alunos, mas também entre professores.
    A mulher bonita era a mulher branca – a mulher européia. O carro melhor, ora, é o carro importado – é o BMW (como se todos os carros, em certo sentido, não fossem importados. Por acaso existe alguma montadora fabricante de automóveis tipicamente Brasileira? Não).
    Na região interiorana do Brasil, permanece a velha mentalidade: “O cara esperto é o cara criado na capital”.
    No campo da música, também não é diferente: “Música boa é a musica internacional” . Como se não tivéssemos boas músicas.
    O pior de tudo, como se tudo isso já não fosse o suficiente, agora estão copiando as festas folclóricas de outros países. Outro dia vi alguns adolescentes divulgando uma festa de “Halloween”. Halloween tupiniquim, verde-amarelo.
    Vejam na área da Medicina – temos bons pesquisadores na área médica, na área da neuro-ciência, de nível “internacional”, que não deixam a desejar em nada quando comparados com pesquisadores de fora. Mas pergunto: Quantos já ouviram falar em Dr. Elsimar Coutinho? Quantos já ouviram falar em Dr. Miguel Nicolelis?
    Pois é, muitos brasileiros não fazem a mínima idéia de quem seja esses caras. No entanto, ambos são respeitabilíssimos cientistas não só no Brasil, mas principalmente no Exterior.
    Então, penso que o nosso problema é a falta da valorização de nossos pensadores. Tenho certeza que no campo da Filosofia Brasileira temos muitos pensadores brasileiros. Cabe agora as universidades e os futuros pesquisadores começarem a produzir texto citando esses caras. Só serão lembrados quando começarmos a cita-los em trabalhos acadêmicos. Não estou dizendo que é fácil, mas é possível. Faz-se necessário que essa nova geração de estudantes e pensadores brasileiros comecem a assumir suas posições e produzir, produzir. Criticas sempre virão. Mas nada se constrói sem críticas.
    Ótimo blog este seu, aqui já temos um começo significativo para a divulgação da Filosofia no Brasil, principalmente a filosofia Brasileira.

    Abraços,

  22. João Batista Mezzomo disse:

    Vou discordar um pouco de você, mas uma discordância que é uma concordância (coisa de filósofo).
    Pois se aparecer no Brasil um filósofo com idéias originais e pertinentes, ele não vai receber críticas, mas apenas o silêncio. É assim que nossos “entendidos” respondem a quem tenta fazer filosofia com autenticidade. E sabe por quê? Por que uma autêntica filosofia brasileira vai reduzir a nada aquilo que eles fazem nos círculos acadêmicos, usando verbas públicas. Uma autêntica filosofia brasileira vai colocá-los no ridículo, pois eles ganham a vida em nome da filosofia, mas nunca lhes ocorreu terem a ousadia de pensar seus próprios pensamentos, ou seja, fazer filosofia.
    Eu passei 25 anos concebendo e escrevendo um livro de filosofia. Fui fazer filosofia para concluí-lo e fui laureado. Mandei meu livro para vários professores de filosofia. Entreguei um no departamento de filosofia da PUC em Porto Alegre, onde me formei. Pergunta se algum de nossos excelentes mestres teve a gentileza de dizer alguma palavra. Eu sei que você não vai perguntar, pois já conhece a resposta que obtive: silêncio total.
    Liguei para alguns que mandei o livro, professores conhecidos no Brasil. Todos sem exceção o elogiaram, e não disseram nada em desabono, apesar de eu ter insistentemente perguntado. Um professor em especial elogiou muito o meu livro, disse literalmente que era um “jóia”, que eu tinha abarcado toda a filosofia, que tinha um monte de idéias excelentes, me disse para ligar adiante que ele iria me ajudar a fazer um resumo das principais idéias, que me ajudaria a dialogar com os filósofos do Brasil e mesmo de fora. A única coisa que me disse em reparo era que eu deveria ter citado a bibliografia. Pensei em lhe dizer que nunca tinha visto bibliografia nem Kant e Hegel, mas fiquei quieto, pois achei que me comportando poderia ter acolhida no maravilhosos mundo dos “filósofos brasileiros”. Ledo engano!!! Depois de um tempo que gastei com a promoção de meu livro liguei e ele me tratou friamente, disse que tinha adoecido (espero que não tenha sido meu indigesto livro a causa) e que teria de deixar para mais adiante o acordado. Ficou assim para a próxima encarnação.
    E teve muitos outros casos semelhantes que não vou gastar meu tempo relatando. Gostaria imensamente de receber uma crítica de quem conhece o assunto, mas só obtive o silêncio. Sinceramente, acho que os caras não têm estatura para tratar de filosofia, então deveriam ter vergonha e ir fazer outra coisa, ao invés de gastar dinheiro público concedendo bolsas a pessoas sem inspiração, que vão servir apenas para reproduzir as mediocridades de seus mestres, que não sabem pensar a não ser a partir de matrizes estrangeiras. Pois os que têm inspiração eles afastam e tentam pôr no ridículo, em virtude de sua própria limitação e medo.
    Mas acredito piamente que isso vai mudar. E se depender de mim, não tenha dúvidas que vai mesmo.
    Um grande e caloroso abraço a todos.
    João Mezzomo
    Porto Alegre

  23. João Batista Mezzomo disse:

    Caros,
    Me esqueci de dizer que minha resposta acima se refere às considerações do Macedo.
    Mais uma vez grande abraço.
    João Mezzomo

  24. Macedo disse:

    Mezzomo,

    Hum, acho que entendo você agora. Parece que além de você, o Ghiraldelli Jr e o Olavo de Carvalho também tem feito essas mesmas criticas. Então, posso arriscar em dizer que, no momento, não temos filósofos brasileiros autênticos? O que você acha da Marilena Chaui, do Olavo de Carvalho, do Ghiraldelli Jr? Em sua opinião, são esses autênticos filósofos ou, são apenas mais alguns na lista daqueles que só fazem reproduzir o já exposto no eixo EUA-Europa?
    Hum… fiquei curioso sobre o seu livro. Puxa! como faço para adquiri-lo?

    Abraços,

  25. João Batista Mezzomo disse:

    Caro Macedo,
    Fico muito feliz com sua resposta.
    Eu não conheço o suficiente dos filósofos ou professore4s de filosofia citados por ti. Só conheço mais a Marilena Chauí e acho ela uma professora de filosofia com alguma autenticidade. Mas confesso que nunca vi em nenhum filósofo brasileiro alguma ideia mais consolidada, que possa se constituir em uma contribuição efetiva para filosofia, e possa ir adiante da filosofia posta até aqui. Mas acho (modéstia à parte, claro) que meu livro vai. Você teria de conhecê-lo para poder dizer se concorda.
    A respeito disso, em meu livro eu digo, entre outras coisas, que existe em nosso inconsciente, além de um “Édipo”, como disse Freud, também um Chronos, que “engole os filhos” para evitar a sucessão. Na academia muitos professores preferem alimentar os medianos, ou os que procuram um emprego, e não os que de fato estão aí por “amor ao conhecimento”, pois estes os podem destronar. Acaba, como já disse, que os “pouco inspirados” alimentam outros “pouco inspirados”. E os que tem criatividade são tachados de malucos e acabam mudando de área, para não correrem o risco de se tornar malucos mesmo. Mas as coisas são como devem ser, e no mito um filho de Chronos consegui fugir, pelo estratagema da mãe e o cuidado das ninfas, e era Zeus, que veio a derrotar o pai.
    Ou seja, a filosofia no Brasil vai surgir quando as circunstâncias protegerem o “zeus da filosofia do Brasil” (ou os “zeuzes e zeuzas”), e ele poderá se tonar adulto, e mudar o mundo. Simbolicamente falando, é claro. Não sei dizer se alguns desses que você citou pode se candidatar a ser o “zeus da filosofia do Brasil”, mas acho que não. Talvez neste caso o “zeus” seja um processo, e eles fazem parte dele, não sei dizer.
    Esses caras que criticam a mesma coisa que critico, que falam na necessidade de uma autêntica filosofia brasileira, eu já tentei contatar alguns, me permita não declinar os nomes. A maioria nem me respondeu. Outros, saíram da mesma forma que falei, desconversando. Pois todos têm suas agendas cheias, de modo que se a filosofia bater em sua porta, eles estão surdos e não vão ouvir. Por isso decidi bater mais forte. E vou bater mais Macedo, pois meu nome é João BATISTA. Quem sabe você me ajuda a fazer isso.
    Mas deixando as metáforas de lado, é possível que eu esteja “me achando” um filósofo com ideias originais, que tenha uma grande contribuição a dar para a filosofia (de fato eu acho isso, não escondo) e esteja redondamente enganado. Mas qual a forma de descobrir isso? Ora é tentando. Então, você mesmo pode me ajudar a aferir isso, lendo o meu livro e dizendo sinceramente o que acha. Não quero “camaradagem”, mas a opinião sincera das pessoas e principalmente de quem conhece filosofia. Pois de leitores “leigos” já tenho muitos retornos entusiasmados. Já fiz este desafio aqui no blog, se você se dispuser realmente a encarar o livro e depois dar um retorno ao próprio blog, eu lhe remeto o livro gratuitamente. No momento ele está sendo anunciado na revista da Saraiva, e está em oferta no mês de maio por R$ 53,90. Eu mesmo tenho poucos exemplares, e minha editora não tem mais também, devido à distribuição nacional. Mas ainda tenho alguns. Veja se você prefere receber de graça, mas com compromisso de me dar um retorno, ou se prefere pagar para não ter este compromisso.
    Se você quiser aceitar este desafio Macedo, me escreva. Mas fique sabendo que você vai gastar um tempo considerável para lê-lo todo. Se você tem curiosidade e gosta de filosofia, é um abraço. Mas sua leitura deve ser lenta, pois é um livro muito reflexivo. Meu e-mail é jmezzomo@hotmail.com.
    Abraço.
    João BATISTA Mezzomo
    (a voz que clama no deserto….brincadeirinha..hahaha)

  26. Joao Batista Mezzomo disse:

    Macedo,
    Recebi teu e-mail mas acabei excluindo antes de responder, por engano. Se quiser me escreve de novo.
    Abraço.
    João

  27. Cristiano disse:

    Não é possível uma filosofia no Brasil… Como não é possível uma física no Brasil, uma sociologia no Brasil… Não se trata de criar uma filosofia própria tipo uma fiiosofia brasiliera (que pressupõe criar categorias de pensamento fora da tradição ou do nada. Além disso, tal ideia é no mínimo sectária, pois se trata de pensar o Brasil com a filosofia), mas se trata de apresentar um novo tipo de espírito para a ciência e para a filosofia. Por que estudamos Marx, Kant, Platão, etc? Simplesmente porque eles desenvolveram uma influência até hoje na sociedade ou apresentaram ideias que podem fazer isso. O problema desses filosófos brasileiros é que ees são os explicadores das ideias dos outros (o que não é ruim, mas não procuram ir além: não constrói um novo tipo de objeto para seus pensamentos). Para mim pelo menos o caminho para a construção pode ocorrer de duas formas: uma reflexão pela história do Brasil ou pelo cotidiano. A questão é o desenvolvimento de um objeto para o pensamento que não pode ser captando pela análise (sempre necessária) das obras de outros autores.

    • João disse:

      Olá Cristiano e demais,

      Creio que a filosofia brasileira ainda não ocorreu efetivamente, mas ela poderá um dia ocorrer como uma mistura de todas as filosofias especulativas mas visando a ação.
      Digo isso depois de pensar por décadas sobre o assunto.
      A filosofia ocidental como sabemos iniciou na Grecia, e lá em seu início ela assumiu um caminho especulativo, ou “o caminho do ser”. Isso ocorreu efetivamente em Parmênides, que nos disse que “o ser é, o não ser não é”. Sócrates acolheu a tese de Parmênides (em certa oposição com Heráclito) e buscou explicar o mundo pela razão, iniciando assim o mdo de ser que adotamos até hoje. Ou seja, só consideramos real o que é inteligível, racional. Ou como disse Hegel, “o real é racional, o racional é real”. Mas será que é mesmo?
      Manifesto a dúvida pois o não inteligível talvez exista, e se ele existe ou não, é objeto da filosofia. Ou seja, uma filosofia que descarte algo, por parecer irracional, é uma filosofia que fica aquém de suas possibilidades. Ela surgiu justamente para tratar de todo o possível, e até do impossível.
      Um mundo somente especulativo fica dentro desse limite estreito “do ser”, mas a realidade como se apresenta TALVEZ não. Ou seja, se o mundo vai além da razão, uma ação pode ultrapassar os limites do ser, e então descobriremos que o mundo é bem mais do que a razão descreve. Mas essa descoberta será fruto mais de uma ação do que de uma especulação. Ela deve levar em conta a especulação mas ter a ousadia de implementar uma ação, que possa nos trazer inclusive o sobrenatural e o mágico para dentro do território do real. Me parece tão óbvio isso…..
      Neste caso, o Brasil tem um papel fundamental a desempenhar neste “novo descobrimento”, assim como Portugal teve no outro, e por motivos similares…..
      Escrevi um livro sobre isso, que desenvolvi ao longo de 30 anos……Acho que ele revoluciona completamente a filosofia e é um claro exemplo de filosofia feita no Brasil, a partir de um “pensar brasileiro”…Imaginava que receberia ao menos críticas dos “filósofos barsileiros”….Mas os caras são bem menos do que imaginava, não tem ousadia nem de criticar, só conseguem mastigar o que já vem mastigadinho de fora….É muita mediocridade e, pior, tocada muitas vezes com recursos públicos……Neste caso, pra que falar em filosofia do Brasil se quando alguém se apresenta é submetido ao silêncio? Não existe ninguém no Brasil que tenha inteligência suficiente para compreender filosofia no verdadeiro e único sentido em que ela se justifica, como busca das explicações fundamentais da existência?

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